Polícia ficará atenta aos passos de rapaz que ameaçou ex-esposa

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai encaminhar as notas taquigráficas da au...

14/09/2010 - 00:02
Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
 

Polícia ficará atenta aos passos de rapaz que ameaçou ex-esposa

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai encaminhar as notas taquigráficas da audiência pública realizada nesta terça-feira (14/9/10), à Delegacia de Crimes contra a Mulher de Belo Horizonte. Com a presença de delegados, advogado e familiares, a reunião tratou da denúncia de supostas ameaças de morte sofridas pela recepcionista Juliana Helena da Silva, por parte do ex-marido, Ronan Alexon da Silva.

Além disso, a comissão pediu atenção especial à Polícia Civil e um acompanhamento rigoroso de Ronan da Silva, "diante da postura mostrada na audiência de pouca disposição conciliadora", segundo definição do seu presidente, deputado João Leite (PSDB). Uma atenção redobrada para o filho do casal, menor de idade, foi solicitada pela deputada Maria Tereza Lara (PT), que se mostrou preocupada com a segurança e bem estar psicológico da criança.

A audiência foi solicitada pelos integrantes da comissão e ouviu os dois envolvidos, além do chefe do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, delegado Wellington Péres Barbosa; e da presidente do inquérito policial do caso, delegada Margaret de Freitas, titular da Delegacia de Crimes contra a Mulher.

Caso na Justiça - A disputa familiar já tem inquérito policial na Justiça e está recheada de ameaças por parte do ex-marido de Juliana Helena. Os relatos indicam agressões físicas e ameaças de morte à ex-mulher e seus familiares. Segundo a mãe de Juliana, Elizabete Baumeister, o caso é grave e a família não aguenta mais a situação. "O problema é que ele não aceita a separação. Se a polícia não tomar medidas, um crime vai acabar acontecendo", alertou.

O caso já tem inquérito policial concluído pela delegada Margaret de Freitas, que o encaminhou à Justiça, na última sexta-feira (10), com pedido de medidas protetivas. A Justiça deferiu três medidas, segundo a delegada: a proibição de que Ronan entre em contato com Juliana, por qualquer meio de comunicação; a proibição de se aproximar dela num perímetro de 200 metros; e a proibição de frequentar os mesmos locais que ela. A delegada enfatizou o fato de que o descumprimento de qualquer uma das medidas protetivas enseja a prisão preventiva de Ronan.

Os deputados ouviram também a versão de Ronan da Silva. Segundo ele, sua família também foi ameaçada pelo atual namorado de Juliana da Silva, que teve seu nome protegido pela comissão, já que também teria sofrido ameaças de Ronan. Ele reconheceu ter falado muitas coisas para a ex-mulher, das quais disse se arrepender. E também reconheceu seu envolvimento passado com o crime, como roubo e tráfico de drogas.

Delegado enfatiza papel pró-ativo da Comissão

O chefe do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, delegado Welington Peres Barbosa, reconheceu que o caso é grave, mas garantiu que a audiência serviu para dar aos dois envolvidos a medida de suas responsabilidades no caso. "A polícia está atenta, mas a mulher tem de procurar os serviços que estão à sua disposição, entre eles, o plantão da Delegacia de Mulheres, que funciona 24 horas e é hoje modelo para outros Estados", disse. Ele lembrou que não é a primeira vez que comparece à Assembleia para tratar de violência doméstica e cumprimentou a comissão pela atuação pró-ativa, "de andar na frente na defesa da sociedade".

A deputada Maria Tereza Lara dirigiu um apelo a Ronan da Silva, para que "siga sua vida, busque sua felicidade e pense no filho que tem com Juliana". E pediu para ele repensar sua atitude em relação às ameaças, "assim como teve coragem de mudar de vida, depois de ter passado pelo mundo do crime". O advogado de Juliana, Antônio Lisboa Neto, disse que a comissão teve uma atuação de caráter conciliatório, enquanto a irmã de Ronan, Rosilene Gonçalves prometeu que irá convencer o irmão a mudar seu comportamento.

A comissão aprovou dois requerimentos que dispensam a apreciação do Plenário.

Presenças - Deputado João Leite (PSDB), presidente; Rômulo Veneroso (PV) e a deputada Maria Tereza Lara (PV), vice-presidente. A comissão recebeu a visita de profissionais da Delegacia de Mulheres de Porto Velho (RO), Walquíria Manfrot, Maria Gorete Caetano e Edna Camargo.

 

 

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