Debates sobre mobilidade urbana começam nesta quarta-feira
(25)
Começa nesta quarta-feira (25/8/10), às 14 horas, o
Ciclo de Debates Desafios da Mobilidade Urbana na Região
Metropolitana de Belo Horizonte, que terá discussões sobre as
obras de infraestrutura para a Copa 2014, as alternativas de
trânsito como metrô, BRT (transporte rápido de ônibus), VLT (veículo
leve sob trilho), entre outros temas. O ciclo, que recebeu 350
inscrições, é uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas
Gerais, com a parceria das prefeituras da RMBH, de órgãos do Governo
Federal e Estadual e entidades da sociedade civil. A programação
segue até a tarde de quinta-feira (26).
Participação pela internet - O cidadão que
não pôde comparecer ao evento, a ser realizado no Plenário, poderá
encaminhar suas perguntas pelo site (www.almg.gov.br), preenchendo
formulário específico.
O objetivo é discutir as políticas públicas de
transporte e mobilidade urbana e o planejamento do trânsito na
Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ciclo foi solicitado pelo
deputado Carlin Moura (PCdoB) e pela deputada Maria Tereza Lara (PT)
e terá dois focos principais de discussão: planejamento e mobilidade
urbana, que vai tratar das condições de deslocamento nas cidades e o
desenvolvimento da acessibilidade universal; e mobilidade urbana e
transporte coletivo, abordando o transporte rodoviário, metrô, VLT e
desenvolvimento sustentável.
Outros pontos em debate são: as condições de
deslocamento nas cidades, Plano Diretor Metropolitano; o
financiamento público e privado; a integração dos sistemas de
transporte (física, operacional e tarifária), com enfoque no metrô,
veículo leve sobre trilhos (VLT), transporte rápido de ônibus (BRT),
e ferroviário.
Entre os palestrantes estão o
diretor da
Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e assessor da
Diretoria de Planejamento do Metrô de São Paulo, Rogério Belda; a
subsecretária de Desenvolvimento Metropolitano da Secretaria de
Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana de Minas Gerais
(Sedru), Maria Madalena Franco Garcia; o professor da Pós-Graduação
da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG e coordenador do projeto
do Plano Diretor Metropolitano, Roberto Monte-Mor; o
diretor-presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar; e o secretário
Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das
Cidades, Luiz Carlos Bueno de Lima.
Ciclo enfoca Plano Metropolitano, transporte
rápido e obras da Copa 2014
Para Madalena Franco, o Plano Diretor Metropolitano
tratará a reordenação do território e a criação de um sistema de
transporte nas áreas centrais estruturado em redes. Segundo ela, na
questão da mobilidade, o plano prevê uma rede de transporte sobre
trilhos na RMBH e a implantação de vias de ligação entre os
municípios, que permitam melhor conectividade entre as áreas
centrais das cidades da Região Metropolitana, suas áreas regionais e
sub-regionais.
Apesar de ter optado pela implantação do BRT para a
Copa 2014, a BHTrans não desconsidera a importância do metrô na rede
integrada. A avaliação é do diretor-presidente do órgão, Ramon
Victor Cesar. Para ele, vários motivos levaram a Prefeitura de Belo
Horizonte a apostar na tecnologia do BRT, entre eles, a maior
rapidez de implantação, os custos menores por quilômetro e a maior
flexibilidade de operação.. mas sem desconsiderar a necessidade e
importância do metrô na rede integrada. Por isso, Ramon Cesar
garante que a PBH defende a ampliação da capacidade da linha 1 e a
construção das linhas 2 e 3 do metrô e "tem feito muitos esforços no
sentido de se garantir recursos federais para sua realização,
através de uma operação de PPP (Parceria Público-Privada)".
Impactos da Copa - Segundo o diretor da
ANTP, Rogério Belda, Belo Horizonte, Rio e São
Paulo são os polos que comandam uma rede urbana de fluxos de
informação, riqueza e inovação. Sobre os impactos das obras na vida
da população, o diretor da ANTP afirma que é uma ótima oportunidade
de "fazer do limão uma limonada". E explica que até a Copa das
Confederações em 2013, será possível construir corredores segregados
e semissegregados, reduzir os estacionamentos nas vias principais e
ampliar o serviço do metrô na faixa de domínio existente, com
previsão de posterior aperfeiçoamento e expansão com o intuito de
uma operação em rede dos sistemas de circulação.
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