Plano Diretor Metropolitano é tema do Ciclo da Mobilidade
Urbana
O Plano Diretor Metropolitano é um dos temas do
Ciclo de Debates Desafios da Mobilidade Urbana na Região
Metropolitana de Belo Horizonte, que a Assembleia de Minas
promove na quarta e quinta-feira (25 e 26), no Plenário, a partir de
14 horas. O tema será abordado pela subsecretária de Desenvolvimento
Metropolitano da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e
Política Urbana de Minas Gerais (Sedru), Maria Madalena Franco
Garcia, e pelo professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG
e coordenador do plano, Roberto Monte-Mor.
O ciclo, que vai discutir as políticas públicas de
transporte e mobilidade urbana e o planejamento do trânsito na
Região Metropolitana de Belo Horizonte, terá as inscrições
encerradas nesta terça-feira (24). Até a data, as inscrições podem
ser feitas pela internet
(http://www2.almg.gov.br/hotsites/2010/ciclo_mobilidade/inscricoes.html),
ou pessoalmente, no Centro de Atendimento ao Cidadão da ALMG, na Rua
Rodrigues Caldas, 30. O telefone é (31) 2108-7800.
Para Madalena Franco, o PDMI tratará da reordenação
do território e da criação de um sistema de transporte nas áreas
centrais estruturado em redes. Segundo ele, na questão da
mobilidade, o plano prevê uma rede de transporte sobre trilhos na
RMBH e a implantação de vias de ligação entre os municípios, que
permitam melhor conectividade entre as áreas centrais das cidades da
RMBH, suas áreas regionais e sub-regionais.
A subsecretária da Sedru defende mais investimentos
na acessibilidade, na melhoria das calçadas, na sinalização de
travessia de pedestres. Na comunicação, no monitoramento dos
serviços prestados, como formas de melhorar a mobilidade do
passageiro. E, para melhorar a mesma área, mas do ponto de vista dos
veículos, Madalena Franco defende melhor sincronia entre os sinais
de trânsito e a prioridade para o transporte público.
Falta verba para metrô de Belo Horizonte
A opção pelo BRT (via rápida de ônibus), como o
melhor investimento em transporte para a Copa 2014, é na avaliação
de Madalena Franco, uma questão de tempo de implantação e
indisponibilidade de recursos. Para ela, não há nenhuma pressão por
parte das empresas de transporte de passageiros contra a expansão
dos metrô. "O que falta é disposição do Governo Federal em investir
no metrô de Belo Horizonte. Enquanto para BH foram liberados R$ 195
milhões para o metrô no período 2003/2009, no mesmo período foram
liberados R$ 472 milhões para o metrô de Recife, R$ 418 milhões para
Salvador e R$ 485 milhões para Fortaleza", garante.
Para solucionar parte dos problemas de trânsito em
Belo Horizonte, diante do crescimento do número de veículos e da
população, a subsecretária de Política Urbana receita um esforço
concentrado dos poderes públicos federal, estadual e municipal para
investir em transporte "dando prioridade e melhorando a qualidade
dos serviços prestados, além de restringir a circulação do veículo
privado, limitando as áreas de estacionamento nos principais
corredores e áreas centrais, e implementando rodízio e pedágios
urbanos".
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