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28/06/2004 00h02

CPI do Café apura desvio e empréstimo federal em Guapé

A CPI do Café vai ao município de Guapé, Sul de Minas, nesta quinta-feira (1º/7/04), para continuar as investigações ...

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CPI do Café apura desvio e empréstimo federal em Guapé

A CPI do Café vai ao município de Guapé, Sul de Minas, nesta quinta-feira (1º/7/04), para continuar as investigações sobre o desvio de 30 mil sacas estocadas na Cooperativa de Cafeicultores de Guapé (Coocafeg) e trocadas por palha, na entressafra de 2002 e 2003. Também estará em pauta um empréstimo do Banco do Brasil à Cooperativa dos Produtores de Café de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso), por meio do Programa de Recuperação de Cooperativas (Recoop). Para subsidiar os trabalhos em Guapé, a CPI aprovou requerimento pedindo à Justiça Federal em Belo Horizonte cópia dos autos do inquérito policial que apura o empréstimo e convidou autoridades investigativas da cidade para esclarecer os fatos envolvendo a Coocafeg. Os envolvidos no caso foram intimados a prestar depoimento à comissão. A reunião será às 9h30, no Ipê Campestre Clube.

Em reunião da CPI no dia 3 de junho, o delegado de Guapé, João Bosco da Silva Penha, que investiga o caso, relatou aos deputados que a diretoria da cooperativa teria usado os produtores locais como "laranjas". A denúncia é de que eles emprestavam seus nomes para cadastrar lotes de café sem qualidade comprados pela empresa, que os classificava como bons, armazenava o produto e vendia as sacas de qualidade ali estocadas. Ainda segundo o delegado, os produtores eram iludidos, entre outros fatores, por facilidades de crédito. O inquérito policial já está em fase de relatório e, segundo João Bosco da Silva Penha, deverá indiciar todos os envolvidos.

Empréstimo federal será apurado

Na reunião, os deputados também vão colher informações sobre um empréstimo contraído pela Cooperativa dos Produtores de Café de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso), via Banco do Brasil, por meio do Recoop. De acordo com o delegado da Polícia Federal em Varginha, Célio Jacinto, responsável pela investigação do empréstimo, que participou da reunião da CPI no último dia 17 de junho, o indício de mau uso de R$ 313 mil liberados para a Cooparaíso veio do fato de que parte do dinheiro foi repassado à Coocafeg.

No processo investigativo constatou-se que a Cooparaíso tinha um convênio de cooperação com a Coocafeg e que o empréstimo teria sido para sanear dívidas da última. Para o delegado, esta é a principal irregularidade, já que a Cooparaíso não tinha dívidas, requisito para esse financiamento. Célio Jacinto informou aos deputados da comissão que está tentando levantar a documentação sobre o empréstimo desde março, mas que até o momento não conseguiu nada, apesar de já a ter requisitado junto ao Banco do Brasil e às cooperativas. Ele disse ainda que o empréstimo foi autorizado diretamente em Brasília, no Banco do Brasil, com a participação do deputado federal Carlos Melles (PFL-MG), presidente da Cooparaíso e, na época, ministro do Turismo e Esportes.

Convidado e intimados

Foram convidados para a reunião de quinta-feira (1º) a juíza de Direito, o promotor de Justiça, e o delegado de Polícia Civil da Comarca de Guapé, respectivamente, Maraíza Francisca Escolásticas Maciel Costa; Vítor Corrêa de Oliveira; João Bosco da Silva Penha; além do juiz de Direito da Comarca de Morada Nova de Minas, Sebastião Novato Martins.

Também foram intimados, pela Coocafeg, o diretor-presidente, Nélson Lara; o ex-empregado, Douglas Soares Aguiar; o ex-diretor-presidente, José Luiz Laudares; o ex-membro da diretoria, Messias Benjamin; o ex-diretor Administrativo e Financeiro, Marcelo Ávila; o ex-fiel depositário do armazém, Luílio Antônio Bernardes; o ex-coordenador da contabilidade, Edilson Antônio Oliveira; o ex-funcionário do departamento de pessoal e escrituração contábil, Carlos Wagner de Lima; o responsável pela armazenagem de café, Eugênio Rita; o caminhoneiro que prestava serviços à Coocafeg, Nézio José Miranda; o membro da comissão provisória que fez o levantamento do armazém, Severiano Antônio Lara; o produtor de café, Altedes Moscardini Damasceno; o empresário Geraldo Magela Parula Teixeira; o gerente-geral da agência do Banco do Brasil de Boa Esperança, Ademir Fagundes; e Pedro Edison de Castro, que fez parte da comissão que apurou possíveis fraudes na Coocafeg, além do ex-empregado da Cooparaíso, Sérgio Ricardo Salvador dos Santos.

CPI tem prazo de 120 dias

A CPI do Café foi criada para investigar casos de desaparecimento de milhares de sacas desse produto em vários municípios de Minas Gerais. Também estão sendo apuradas outras irregularidades encontradas em cooperativas e armazéns de café, como sonegação fiscal. A CPI já conta com apoio técnico da Secretaria de Fazenda e do Ministério Público. Já foram realizadas audiências públicas nos municípios de Carmo do Rio Claro (Sul de Minas) e Espera Feliz (Zona da Mata). As reuniões ordinárias acontecem sempre às quintas-feiras, às 9h30.

São membros da CPI do Café, como titulares, os deputados Sebastião Navarro Vieira (PFL), presidente; Sargento Rodrigues (PDT), vice-presidente; Rogério Correia (PT), relator; Adalclever Lopes (PMDB), relator auxiliar; Fábio Avelar (PTB); Irani Barbosa (PL); e Zé Maia (PSDB).

 

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - 31 - 3290 7715


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