Comissão intermedia reunião de moradores de Santa Tereza com Copasa

As rachaduras ocorridas em junho em sete imóveis das ruas Quimberlita e Mármore, no bairro Santa Tereza, em Belo Hori...

21/11/2003 - 15:31
 

Comissão intermedia reunião de moradores de Santa Tereza com Copasa

As rachaduras ocorridas em junho em sete imóveis das ruas Quimberlita e Mármore, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, imediatamente após um entupimento da rede de esgoto da Copasa no local, foram o tema de uma reunião da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte nesta sexta-feira (21/11/2003), na Assembléia Legislativa de Minas. O advogado dos moradores rechaçou os dois laudos técnicos que isentaram a companhia de qualquer responsabilidade no caso. Por sugestão do deputado André Quintão (PT), será marcado um encontro da comissão e dos moradores com o superintendente da Copasa, Mauro Ricardo Machado Costa, a fim de que seja encontrada uma solução mais rápida do que a via judicial.

Tão logo as rachaduras surgiram, a Defesa Civil foi acionada e recomendou aos proprietários que deixassem suas casas, o que foi feito. Os laudos técnicos realizados posteriormente mostraram que o problema foi causado por irregularidades nas próprias construções, como ligações ilegais à rede de esgoto. "Do ponto de vista técnico, lançamentos irregulares à rede de esgoto causaram encharcamento do solo e, à medida em que isso foi secando, as trincas apareceram", disse o perito contratado pela Copasa, Maurêncio de Carvalho Assis.

Discordância - O advogado dos moradores, Weber Triginelli, discordou dessa versão, alegando que as rachaduras apareceram "coincidentemente" todas de uma só vez. Além disso, argumentou que, tão logo os reparos na rede foram feitos, as rachaduras pararam de surgir. "Por que elas não continuaram?", questionou. Ele disse que isso deixa claro que o entupimento da rede tem, sim, relação com os problemas enfrentados pelos donos dos imóveis e que vai exigir um terceiro laudo, dessa vez independente, já que os outros dois foram custeados pela Copasa.

Palavra da Copasa

O advogado da empresa, José Veloso Medrado, disse que, se uma nova inspeção comprovar a responsabilidade da companhia no episódio, a Copasa estará aberta à negociação para ressarcir os moradores, mas que no momento essa possibilidade não existe porque os relatórios existentes a eximem da culpa.

O coordenador do Setor de Perícias da Copasa, Adilson Reis Simões, reconheceu que o entupimento da rede "contribuiu de forma secundária" para o aparecimento das rachaduras. Mas também sustentou a versão de que os problemas só ocorreram por causa da estrutura irregular das construções. O perito Maurêncio sugeriu a realização de sondagens em todo o terreno atingido para que sejam apuradas definitivamente as responsabilidades.

Argumentos técnicos não convenceram deputado, que concordou com morador

O deputado André Quintão ouviu atentamente os argumentos do morador Cláudio Luiz dos Santos e afirmou que eles o convenceram muito mais do que as alegações técnicas do perito e dos advogados da Copasa. Dizendo-se indignado com a postura adotada pela empresa, Cláudio Luiz garantiu que sua residência nunca havia apresentado problemas antes desse entupimento da rede de esgotos.

A presidente da comissão, deputada Lúcia Pacífico (PTB), acatou as sugestões apresentadas - reunião com o superintendende da Copasa e sondagens do solo - e prometeu aos moradores que fará uma visita às ruas Quimberlita e Mármore para verificar pessoalmente os estragos provocados nas residências.

Presenças - Compareceram à reunião a deputada Lúcia Pacífico (PTB); presidente; e o deputado André Quintão (PT). Além das personalidades citadas na matéria, participaram ainda o coordenador municipal da Defesa Civil da Prefeitura de Belo Horizonte, Walter de Souza Lucas, e outros moradores cujas casas foram atingidas pelas rachaduras.

 

 

 

 

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