Comissão da Cafeicultura vai a Capelinha, no
Jequitinhonha
Capelinha, a 468 quilômetros de Belo Horizonte, é a
próxima cidade a ser visitada pela Comissão Especial da Cafeicultura
da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Na próxima segunda-feira
(10/11/2003), os deputados da comissão vão ao Vale do Jequitinhonha
ouvir as reivindicações dos produtores da região e conhecer os
problemas da cafeicultura local. A reunião começa às 13 horas, no
Salão de Festas do Catuaí Palace Hotel, que fica na Rua Doutor
Ermelindo, 144 - Centro.
A cafeicultura em Capelinha teve início em meados
dos anos 70, quando produtores do Sul de Minas mudaram-se para o
Jequitinhonha fugindo das geadas e aproveitando o preço baixo das
terras. Na época, boa parte dos chapadões do Jequitinhonha eram
ocupados por plantações de eucalipto. O café encontrou na região,
além de solos férteis, condições climáticas adequadas. A altitude e
as massas de ar que chegam do oceano Atlântico provocam a formação
constante de neblina, que aumenta a umidade relativa do ar e
compensa a escassez de chuvas da região. Graças à topografia plana,
boa parte da produção é mecanizada.
A comissão especial, criada para analisar a
situação da cafeicultura mineira e propor uma política de incentivos
para o setor, já fez reuniões em Machado, no Sul de Minas, e em
Monte Carmelo, no Alto Paranaíba. No dia 18, os deputados visitam
Manhuaçu, na Zona da Mata, encerrando o ciclo de reuniões nas
principais regiões produtoras do Estado. Nas reuniões na Assembléia,
já foram discutidos temas como as tecnologias de pesquisa e
comercialização, qualidade do café, mecanismos de financiamento e
distribuição do produto.
Foram convidados para a reunião o prefeito de
Angelândia, Edailton Antônio Godinho Pimenta; o prefeito de
Setubinha, Teófilo Barbosa Neto; o vereador de Capelinha, José
Antônio Alves Souza; o promotor de Capelinha, Moisés Abdala Batista;
o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capelinha, Murilo
Barbosa Horta; o representante dos cafeicultores de Capelinha e
região, José da Consolação Caldeira; e o cafeicultor Sérgio
Meirelles Filho.
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