Obesidade mórbida será tema de discussão na Assembléia

Para discutir a obesidade mórbida, suas implicações na saúde da população, bem como o desrespeito aos direitos dos po...

15/10/2003 - 12:23
 

Obesidade mórbida será tema de discussão na Assembléia

Para discutir a obesidade mórbida, suas implicações na saúde da população, bem como o desrespeito aos direitos dos portadores da doença, a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia reúne especialistas e técnicos da área, nesta quarta-feira (15/10/2003). O requerimento foi apresentado pelo deputado Mauro Lobo (PSB). Foram convidados o secretário da Saúde, Marcus Pestana; o presidente da Fhemig, Carlos Mosconi; a chefe de convênios e gestão do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Porto; e a presidente da Associação Mineira de Acompanhamento e Recuperação, Joana D'Arc Lima Parreiras. A reunião será às 9 horas, no Auditório.

A obesidade vem assumindo proporções epidêmicas nesse final de milênio, tornado-se um dos problemas mais graves de saúde pública nos últimos 20 anos, atingindo tanto os países desenvolvidos como os emergentes. A determinação do Índice de Massa Corpórea (IMC), obtido pelo cálculo da razão entre o peso do paciente e a sua altura elevada ao quadrado, permite classificar os pacientes obesos, determinando o grau de obesidade e o risco de doenças associadas.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade atinge cerca de 15% a 20% da população adulta brasileira, sendo que 3 a 5% da mesma têm obesidade mórbida, ou classe III. Varias técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas nos últimos 50 anos seguindo basicamente dois princípios: cirurgias gastro-restritivas e gastro-restritivas associadas a derivação intestinal. As cirurgias gastro-restritivas baseiam-se na indução de saciedade precoce, determinada pela diminuição da capacidade do reservatório gástrico. Em relação às cirurgias gastro-restritivas associadas a derivação intestinal, os médicos utilizam duas técnicas.

As doenças associadas ou agravadas pela obesidade mórbida, principalmente o diabete insulino-resistente, hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocardio, derrame cerebral, fenômenos trombo-embólicos sistêmicos), doenças osteoarticulares, colelitiase e alguns tipos de câncer, determinam um índice de mortalidade muito alto, ainda de acordo com dados da OMS. Por isso, a recomendação é de que o tratamento multidisciplinar dessa doença crônica deve ser prioritário.

 

 

 

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