Assembléia discute dificuldades financeiras dos hospitais-escola

As dificuldades financeiras enfrentadas pelos hospitais-escola sediados em Minas serão discutidas pela Comissão de Sa...

19/08/2003 - 20:49
 

Assembléia discute dificuldades financeiras dos hospitais-escola

As dificuldades financeiras enfrentadas pelos hospitais-escola sediados em Minas serão discutidas pela Comissão de Saúde da Assembléia, nesta quinta-feira (21/8/2003). A reunião, que acontece às 9h30, no Plenarinho II, foi solicitada pelo presidente da comissão, deputado Ricardo Duarte (PT). A liberação dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) referentes a serviços prestados e ainda não quitados é outro tema a ser debatido na reunião. Minas possui cinco hospitais universitários públicos, responsáveis por 3% dos leitos hospitalares e 25 % dos atendimentos.

Já confirmaram presença o sub-secretário de Políticas e Atenção da Secretaria de Estado da Saúde, José Maria Borges, e representantes da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro/Uberaba; dos Hospitais das Clínicas de Uberlândia e da UFMG e do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Foi também convidado o secretário de Ensino Superior do MEC, Carlos Roberto Antunes dos Santos.

Na opinião do deputado Ricardo Duarte, a reunião será uma oportunidade para os deputados entenderem o quadro em Minas e oferecerem sugestões aos governos estadual e federal. Ele destaca, ainda, a importância desses hospitais para o atendimento da população e a formação dos profissionais de saúde. No Brasil, há 45 hospitais universitários públicos, com uma dívida somada de R$ 303 milhões. O hospital mais endividado é o de São Paulo, com R$ 70 milhões, e a segunda maior dívida é do Hospital das Clínicas de Uberlândia, com cerca de R$ 23 milhões.

Na opinião do diretor-geral do Hospital das Clínicas de Uberlândia, Alair Almeida, a reunião será uma oportunidade de angariar o apoio dos deputados ao trabalho desenvolvido por comissão interministerial e ao cumprimento da Emenda Constitucional 29. Promulgada em 2000, a Emenda estabelece percentuais mínimos que os Estados devem investir em saúde. Em 2002, Minas deveria ter aplicado nas ações e serviços públicos de saúde 9,5% dos impostos e transferências federais livres. Investiu 6,11%, o que significa que R$ 290,7 milhões deixaram de ser aplicados. Neste ano, o índice está fixado em 10,75%. Já a comissão interministerial é formada por representantes dos Ministérios da Saúde, Educação, Planejamento e Ciência e Tecnologia, além de associações de hospitais universitários de ensino, acadêmicos e gestores, entre outros. Um de seus objetivos é buscar alternativas para melhorar a gestão dos hospitais públicos.

O Hospital das Clínicas de Uberlândia, que tem no SUS praticamente a única fonte de financiamento, apresenta hoje um passivo de R$ 23 milhões. Maior hospital universitário mineiro em número de leitos (são 486), ele prestou 750 mil atendimentos em 2002, sendo referência regional em alta complexidade. Entre os problemas que enfrenta, estão as diferenças de financiamento de alguns procedimentos e a não-cobertura, pelo sistema, de atividades como os programas de assistência domiciliar. O histórico atraso de dois meses nos pagamentos do SUS e os custos com pagamento de profissionais contratados e de fornecedores engrossam o passivo.

Convidados - Além do sub-secretário José Maria Borges, confirmaram presença o superintendente do hospital-escola da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro/Uberaba, Hélio Moras de Souza; e os diretores-gerais dos Hospitais das Clínicas de Uberlândia, Alair Benedito de Almeida, e da UFMG, Ricardo Castanheira; além do Hospital Universitário da UFJF, Jorge Baldi.

 

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - 31 - 3290 7715