Situação dos designados da Polícia Civil é tema de reunião na terça

Das cerca de 14 mil pessoas que trabalham na Polícia Civil de Minas Gerais, cerca de 5 mil são funcionários cedidos p...

01/08/2003 - 11:10
 

Situação dos designados da Polícia Civil é tema de reunião na terça

Das cerca de 14 mil pessoas que trabalham na Polícia Civil de Minas Gerais, cerca de 5 mil são funcionários cedidos por prefeituras e que exercem funções de policiais. O número representa mais da metade do efetivo da corporação: 8.889 profissionais. Essas informações estão em requerimento do deputado Paulo Piau (PP) que motivou a realização de reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembléia de Minas, na próxima terça-feira (5/8/2003), às 10 horas, no Auditório.

A situação funcional desses servidores ad hoc (designados) da Polícia Civil será debatida pelos seguintes convidados: os secretários de Estado de Defesa Social, Lúcio Urbano; de Planejamento e Gestão, Antônio Augusto Junho Anastasia; o chefe e o corregedor-geral da Polícia Civil, Otto Teixeira Filho e Francisco Eustáquio Rabelo; o diretor da Academia de Polícia Civil (Acadepol), João Lopes; e a presidente da Associação Integrada dos Servidores Ad Hoc da Polícia Civil, Maria das Mercês Assis Cardoso.

Justificativa - O deputado Paulo Piau relata que, por meio de convênios com as administrações municipais, os servidores são designados para as unidades policiais desempenhando as funções de escrivães, de identificadores, de vistoriadores e até de detetives, segundo informações do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol). No requerimento, ele ressalta que esses servidores não têm o devido reconhecimento, pois "recebem salários indignos e incompatíveis com a complexidade e a responsabilidade das tarefas e com o grau de escolaridade exigida para seu desempenho." O parlamentar acrescenta que, além da falta de garantias, os servidores municipais desviados para as delegacias ainda têm que trabalhar em péssimas condições, com equipamentos sucateados, enfrentando também dificuldades, mesmo exercendo atividades burocráticas.

De acordo com reportagem veiculada no final de 2002 pelo jornal "O Tempo", a vigia e as prisões eram atividades exercidas também pelos servidores ad hoc. A presidente da Associação Integrada dos Servidores Ad Hoc da Polícia Civil, Maria das Mercês Assis Cardoso, em depoimento ao jornal à época, afirmou que, mesmo desarmada, tinha efetuado três prisões em Brasilândia de Minas, região Noroeste do Estado. Ela e outros dois servidores municipais compunham o quadro de funcionários da delegacia daquele município, de acordo com a reportagem.

Integrantes da comissão - A Comissão de Segurança Pública é formada pelos seguintes deputados: Sargento Rodrigues (PDT), presidente; Alberto Bejani (PL), vice; Leonardo Moreira (PL), Olinto Godinho (PSDB) e Rogério Correia (PT) - efetivos; e Arlen Santiago (PTB), Biel Rocha (PT), Célio Moreira (PL), Roberto Ramos (PL) e Zé Maia (PSDB) - suplentes.



 

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