Aprovação do projeto sobre tributos encerra convocação extraordinária

Foi aprovado em 2º turno e redação final, em reunião extraordinária do Plenário, nesta quarta-feira (16/7/2003), o Pr...

16/07/2003 - 16:40
 

Aprovação do projeto sobre tributos encerra convocação extraordinária

Foi aprovado em 2º turno e redação final, em reunião extraordinária do Plenário, nesta quarta-feira (16/7/2003), o Projeto de Lei (PL) 721/2003, do governador, que trata de novas formas de cobrança de créditos tributários. O projeto ainda sofreu uma última alteração ao ter retirado o parágrafo 2º do artigo 201 da Lei 6.763/75, que dispunha sobre a atuação dos técnicos do fisco estadual. A mudança foi feita mediante a votação em destaque do texto correspondente, em 2º turno, por requerimento do líder do Bloco PT/PCdoB, deputado Rogério Correia.

O Plenário aprovou ainda, em redação final, o PL 668/2003, que cria o programa Primeiro Emprego. Após diversas declarações de votos dos deputados, a reunião foi encerrada e, logo a seguir, realizada a reunião solene de encerramento da 1ª Sessão Legislativa Extraordinária da 15ª Legislatura. Em poucos minutos, o presidente Mauri Torres (PSDB) encerrou a reunião, com o Plenário ainda cheio.

Mas a aprovação do PL 721/2003 continuou polêmica, mesmo no turno final, conforme ficou demonstrado nas declarações de votos do deputado Antônio Júlio (PMDB), relator do projeto em 1º turno na Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, e do líder da Minoria, deputado Chico Simões (PT). O primeiro, autor de mais de 30 emendas e subemendas, garantiu que a sanção do projeto vai trazer muitas dificuldades ao Estado. "Se o governador implementar tudo o que foi aprovado, o Estado quebra em um ano e não em cinco, como ele vem dizendo em relação à reforma da Previdência", garantiu o deputado. Ele ainda mostrou um documento de servidores da Secretaria da Fazenda, que afirmam sua contrariedade com a forma de o Estado cobrar tributos sem amparo legal.

Garantindo que as emendas ao PL 721/2003 não tiveram consenso, o líder da Minoria, deputado Chico Simões, disse que elas não representavam acordos como em outros projetos aprovados durante a convocação extraordinária da Assembléia. O líder do Bloco PT/PCdoB, Rogério Correia, disse que não houve preocupação do governador com o aumento da arrecadação do Estado, "mas apenas com os cortes da máquina administrativa".

O líder do Governo, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), lembrou que a iniciativa do governador não foi em forma de "pacotão, mas de propostas a serem debatidas com a Casa plural que é a Assembléia, com o objetivo de colocar o Estado no caminho da eficiência, centrada na valorização do servidor". O deputado Ermano Batista (PSDB) elogiou a colaboração de todos os parlamentares na "purificação das propostas do governador".

A Assembléia foi convocada em sessão extraordinária, pelo governador, em 7 de julho, para apreciar 15 projetos, sendo 12 da reforma administrativa e três sobre outras matérias. Entre os mais polêmicos estavam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2003, que continha alterações como avaliação de desempenho e extinção de benefícios por tempo de serviço, como qüinqüênios e apostilamento; os projetos relacionados com o Ipsemg, como a extinção de convênios com prefeituras, dívidas do instituto; e o PL 721/2003, que trata dos tributos estaduais.

No balanço feito após a reunião, o presidente Mauri Torres (PSDB) considerou positivo o resultado da convocação extraordinária, destacando que a Assembléia apreciou, discutiu e aprovou a reforma em menos de 90 dias, "além de ter avançado em muitos outros temas".

 

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