Comissão aprova Marcos Tito para a Junta Comercial

O nome do ex-deputado Marcos Wellington de Castro Tito, indicado para a Presidência da Junta Comercial do Estado de M...

13/05/2003 - 16:45
 

Comissão aprova Marcos Tito para a Junta Comercial

O nome do ex-deputado Marcos Wellington de Castro Tito, indicado para a Presidência da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), recebeu parecer pela aprovação após argüição pública diante de uma Comissão Especial da Assembléia de Minas, na tarde desta terça-feira (13/3/2003). Marcos Tito foi indicado pelo governador Aécio Neves para permanecer no cargo que ocupou durante o governo anterior.

O candidato sabatinado foi deputado estadual de 1971 a 1974, e federal de 1975 a 1977, quando foi cassado pelo regime militar. Mesmo com seus direitos políticos suspensos, trabalhou como advogado de jornais censurados e participou ativamente das lutas pela redemocratização do país, como a das eleições diretas e a mobilização pela anistia. Na eleição de 1982, tornou-se suplente de deputado estadual pelo PMDB.

Marcos Tito compareceu perante uma Comissão Especial presidida pelo deputado Padre João (PT), com a presença do relator, deputado Ivair Nogueira (PMDB) e do deputado Fábio Avelar (PTB). A pedido de Ivair Nogueira, Marcos Tito fez uma exposição sobre a Jucemg.

Láurea máxima - O candidato disse aos deputados que a Jucemg foi criada há 110 anos em Ouro Preto, com a finalidade de registrar empreendimentos, leiloeiros, trapicheiros e despachantes. Chegou a somar mais de 1,6 milhão de registros, desde 1893. Em 1999, Marcos Tito conduziu uma atualização do cadastro, que eliminou pelo menos 650 mil empresas que já tinham encerrado suas atividades.

"A Junta Comercial de Minas é uma das mais antigas do país, e seguramente é a mais bem equipada e a mais eficiente, e está totalmente informatizada. Nos últimos seis anos ganhamos o troféu ouro dentre as juntas do país, e este ano recebemos a láurea máxima, como a mais organizada do Brasil", destacou Marcos Tito. A Jucemg é capaz de fornecer certidões imediatamente contendo todos os dados da empresa, e leva apenas um dia para liberar novos registros. No caso de empresas mais complexas, necessita de três dias, esclareceu Marcos Tito.

O indicado revelou também a situação de pessoal do órgão, que se tornou autarquia em 1994, e gera receita própria através da venda de serviços, informações cadastrais e registros, mostrando-se capaz de arcar com todo o seu custeio e inclusive pagar sua folha de funcionários. "Desde a última seleção, perdemos 64 funcionários por aposentadoria ou falecimento. Temos atualmente 123 funcionários, que são insuficientes para atender na sede e nos escritórios regionais que mantemos nas seis principais cidades-pólo de Minas. Estamos solicitando permissão ao governador para a realização de concurso público para preencher essas 64 vagas", informou.

O deputado Fábio Avelar participou da sabatina com elogios à atuação do presidente da Jucemg no governo anterior, lembrando que foi membro da comissão que o havia argüido quatro anos antes. Já o deputado Ivair Nogueira assinalou que o candidato "demonstrou conhecimento sobre a entidade que dirige e se mostrou inteiramente apto a colaborar com o governo Aécio Neves por mais um período". O relator elogiou particularmente a iniciativa de promover concurso público para as vagas e opinou, em seu parecer, que "a Junta cumpre com louvor sua missão". Colocado em votação pelo deputado Padre João, o parecer foi aprovado.

 

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