Secretaria da Educação apresenta Plano de Combate à Violência

A flexibilização de currículos, ações e administração das escolas é a tônica do Plano de Combate à Violência nas Esco...

04/04/2003 - 15:23
 

Secretaria da Educação apresenta Plano de Combate à Violência

A flexibilização de currículos, ações e administração das escolas é a tônica do Plano de Combate à Violência nas Escolas, Escola Viva - Comunidade Ativa, apresentado pela Secretaria de Educação, nesta sexta-feira, 04/04/2003, em reunião na Assembléia Legislativa, da qual participaram a deputada Ana Maria (PSDB), vice-presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, e o deputado Paulo Piau (PFL). O plano prevê ações para tornar mais seguras as escolas em áreas mais críticas de Belo Horizonte, e num primeiro momento, vai atender a 70 escolas estaduais e 36 municipais.

Este é o terceiro encontro realizado pela Frente de Combate à Violência nas Escolas, integrada por diversas entidades, entre elas a Comissão de Educação da Assembléia. A comissão já aprovou requerimento da deputada Ana Maria (PSD), para a realização de uma audiência pública em Montes Claros, com o objetivo de debater o assunto na região, que inclui escolas do Vale do Jequitinhonha e Mucuri.

Plano prevê mudança de visão pedagógica

Se a orientação pedagógica seguida até agora pelas escolas do Estado estava baseada na centralização de ações junto à Secretaria da Educação, o plano apresentado pelo secretário-adjunto da Educação, João Filocre, tem como tônica a flexibilidade. Segundo ele, cada escola poderá adequar suas ações, inclusive currículos, à sua necessidade, às exigências de sua realidade social. "Mas cada escola terá de apresentar seu projeto, a Secretaria da Educação não vai dar nada de graça", enfatizou.

Numa primeira etapa, o projeto prevê o atendimento de 70 escolas estaduais e 36 municipais, nas áreas mais críticas, já no próximo mês. A segunda fase vai ser estendida para a Região Metropolitana, sobretudo em Contagem, Ribeirão das Neves e Ibirité, com 60 escolas. E por último, 40 unidades no interior, sobretudo no Norte e Triângulo. No total, serão atendidas 170 escolas estaduais e 36 municipais, sendo que as primeiras 70 da primeira etapa já estão identificadas, por estudo da UFMG, conduzido pelo professor Cláudio Beato.

A Secretaria da Educação quer identificar o perfil das escolas e da comunidade, para então elaborar ações específicas. João Filocre adiantou que a escola pode melhorar, tomando algumas ações imediatas, como a ampliação do atendimento do ensino fundamental de 8 para 9 anos; aumentando o número de vagas no ensino médio, e modificando o currículo, com a inclusão de disciplinas de qualificação básica para o trabalho. A intenção da secretaria, segundo Filocre, é desenvolver uma parceria com a comunidade, abrindo as escolas para as atividades dos moradores.

Estão previstos ainda apoio às atividades dos professores, incentivo aos seus projetos, capacitação do professor, melhoria das condições de trabalho, avaliações de desempenho. Há ainda a intenção de fortalecer os colegiados , incentivando a gestão democrática.

Secretaria de Defesa Social e PM vão atuar juntas em projetos

A superintendente de Prevenção da Criminalidade da Secretaria de Defesa Social, Márcia Cristina Alves falou do projeto Fica Vivo, que vem sendo desenvolvido em parceria com outras entidades como o Clube de Dirigentes Lojistas (CDL), em caráter experimental nas escolas Belo Ramo e Hugo Werneck, no Morro das Pedras, região oeste de Belo Horizonte. Na primeira, morreu um aluno, no início de fevereiro, em briga de traficantes.

O projeto prepara alunos que são difusores entre a comunidade. Além disso são oferecidos cursos profissionalizantes e recreação. O projeto vai ser estendido a outras escolas consideradas mais críticas. O assessor de Planejamento e Operações do Comando de Policiamento da Capital, capitão Agnaldo Lima de Barros, falou sobre os dois principais projetos desenvolvidos pela PM, o Patrulha Escolar e o Proerd.

O Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd) já funciona em 26 escolas, atendendo a 3.783 alunos. No Estado são 60 instrutores, que fazem palestras, demonstrações e recreação. O Patrulha Escolar está em funcionamento em Belo horizonte, com equipes que atendem até 23 horas. Os policiais fazem visitas, palestras, acompanhamento de todas as solicitações e, em último caso, intervenção policial.

A deputada Ana Maria, que presidiu a reunião, disse que o professor está encurralado nas escolas, acuado. Ela mesma, professora e ex-diretora de escola, enfatizou que é necessário um trabalho conjunto com as famílias. "Nosso trabalho tem de passar pelas escolas, mas precisa começar na casa do aluno". A deputada adiantou que será montado um plano estratégico da Frente, para que todas as escolas estaduais sejam atendidas e a violência diminuída.

Presenças - Participaram a deputada Ana Maria (PSD), vice-presidente da Comissão, o deputado Paulo Piau (PFL). além dos seguintes convidados: o secretário-adjunto da Educação, João Filocre; a superintendente de Prevenção da Criminalidade da Secretaria de Defesa Social, Márcia Cristina Alves; o assessor da Secretaria de Defesa Social, Gustavo Gomes Machado; o assessor de Planejamento e Operações do CPC, capital Agnaldo Lima de Barros; e a coordenadora de programa de recuperação de jovens do Taquaril e Morro da Pedras, major Mirian Assumpção de Lima.

 

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