Serventes agradecem à Assembléia apoio ao movimento
Representantes das serventes escolares estiveram no
Salão Nobre da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais,
nesta quinta-feira (30/01/2003), para agradecer ao Legislativo o
apoio na negociação com o governador Aécio Neves para que fosse
anulada a homologação do concurso da categoria, ocorrida no dia 28
de dezembro. Cantando hinos e apresentando cumprimentos, cerca de
cinquenta serventes comemoraram essa vitória na manutenção de seus
empregos.
Foram homenageados Joana Darc Gontijo e Cibele
Alves Rocha, respectivamente, presidente e diretora da Associação
dos Professores Públicos de Minas Gerais (APPMG); Mário de Assis,
presidente da Federação das Associações de Pais e Alunos das Escolas
Públicas de Minas (Fapaemg); e os deputados Antônio Júlio (PMDB),
presidente da Assembléia, e Paulo Piau (PFL), presidente da Comissão
de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.
A presidente da APPMG, Joana Darc Gontijo, elogiou
a valentia da categoria e agradeceu à Assembléia, afirmando que, em
nenhum momento, a Casa fechou suas portas aos servidores. Mas
alertou que só a primeira batalha havia sido vencida, pois, na sua
opinião, a guerra ainda não terminou. "Em nome do dogmatismo do
concurso público, do moralismo, querem tirar a vaga das serventes,
mas não vamos permitir", enfatizou.
Em nome da Fapaemg, o seu presidente Mário de
Assis, relembrou momentos marcantes da luta das serventes. Segundo
Assis, na audiência pública realizada na Casa, ele pediu que viessem
50 servidoras, mas vieram 1.500. Embalados pela força da
manifestação, eles viajaram até Itinga para expor à Aécio Neves e
Lula o problema da categoria. Para Mário, as serviçais agiram como
damas, como mães, o que mudou a atitude da polícia em relação aos
movimentos populares. No encontro na Praça da Liberdade, de acordo
com Assis, a PM teria cantado junto com as serventes e aberto o
cordão de isolamento do Palácio da Liberdade para que elas pudessem
entrar.
O presidente da Assembléia, deputado Antônio Júlio
agradeceu, afirmando que há muito tempo vem brigando com o governo
estadual pelo funcionalismo público. Quando a Secretaria da Educação
propôs o concurso para as serventes, ele disse ter alertado que essa
não seria a melhor forma nem o melhor momento para sua realização.
Apesar disso, segundo ele, o governador Itamar Franco cedeu à
pressão do sindicato da categoria e hoje o problema está criado.
O deputado Paulo Piau acrescentou que a Comissão de
Educação e a Assembléia cumpriram seu papel, funcionando como uma
ouvidoria da população. "Não foi por populismo; foi o senso de
justiça que me fez defender essa causa", disse. Citando o ex-reitor
da Uemg, Aluísio Pimenta, também presente à reunião, o deputado
reforçou a idéia de que os serventes não precisam passar por
concurso: "25, 30 anos de trabalho - tem concurso maior que
esse?".
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