Serventes agradecem à Assembléia apoio ao movimento

Representantes das serventes escolares estiveram no Salão Nobre da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, ...

31/01/2003 - 13:19
 

Serventes agradecem à Assembléia apoio ao movimento

Representantes das serventes escolares estiveram no Salão Nobre da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, nesta quinta-feira (30/01/2003), para agradecer ao Legislativo o apoio na negociação com o governador Aécio Neves para que fosse anulada a homologação do concurso da categoria, ocorrida no dia 28 de dezembro. Cantando hinos e apresentando cumprimentos, cerca de cinquenta serventes comemoraram essa vitória na manutenção de seus empregos.

Foram homenageados Joana Darc Gontijo e Cibele Alves Rocha, respectivamente, presidente e diretora da Associação dos Professores Públicos de Minas Gerais (APPMG); Mário de Assis, presidente da Federação das Associações de Pais e Alunos das Escolas Públicas de Minas (Fapaemg); e os deputados Antônio Júlio (PMDB), presidente da Assembléia, e Paulo Piau (PFL), presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.

A presidente da APPMG, Joana Darc Gontijo, elogiou a valentia da categoria e agradeceu à Assembléia, afirmando que, em nenhum momento, a Casa fechou suas portas aos servidores. Mas alertou que só a primeira batalha havia sido vencida, pois, na sua opinião, a guerra ainda não terminou. "Em nome do dogmatismo do concurso público, do moralismo, querem tirar a vaga das serventes, mas não vamos permitir", enfatizou.

Em nome da Fapaemg, o seu presidente Mário de Assis, relembrou momentos marcantes da luta das serventes. Segundo Assis, na audiência pública realizada na Casa, ele pediu que viessem 50 servidoras, mas vieram 1.500. Embalados pela força da manifestação, eles viajaram até Itinga para expor à Aécio Neves e Lula o problema da categoria. Para Mário, as serviçais agiram como damas, como mães, o que mudou a atitude da polícia em relação aos movimentos populares. No encontro na Praça da Liberdade, de acordo com Assis, a PM teria cantado junto com as serventes e aberto o cordão de isolamento do Palácio da Liberdade para que elas pudessem entrar.

O presidente da Assembléia, deputado Antônio Júlio agradeceu, afirmando que há muito tempo vem brigando com o governo estadual pelo funcionalismo público. Quando a Secretaria da Educação propôs o concurso para as serventes, ele disse ter alertado que essa não seria a melhor forma nem o melhor momento para sua realização. Apesar disso, segundo ele, o governador Itamar Franco cedeu à pressão do sindicato da categoria e hoje o problema está criado.

O deputado Paulo Piau acrescentou que a Comissão de Educação e a Assembléia cumpriram seu papel, funcionando como uma ouvidoria da população. "Não foi por populismo; foi o senso de justiça que me fez defender essa causa", disse. Citando o ex-reitor da Uemg, Aluísio Pimenta, também presente à reunião, o deputado reforçou a idéia de que os serventes não precisam passar por concurso: "25, 30 anos de trabalho - tem concurso maior que esse?".

 

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