Regularizar os cursos do Colégio Opção é tarefa demorada

Ainda vai demorar a solução para os problemas vividos pelos alunos do Colégio Opção, no Norte de Minas, que continuam...

03/07/2002 - 16:23
 

Regularizar os cursos do Colégio Opção é tarefa demorada

Ainda vai demorar a solução para os problemas vividos pelos alunos do Colégio Opção, no Norte de Minas, que continuam ameaçados de não receberem o Certificado de Conclusão de Curso. Dos 348 alunos das turmas descentralizadas de Magistério de São Francisco e Indaiabira, apenas 51 estão com a documentação regularizada e todos têm déficit de carga horária. Falta de comprovante de estágio e de histórico escolar; disciplinas previstas em currículo e não ministradas; professores sem autorização para lecionar e funcionamento das turmas descentralizadas também sem autorização são apenas alguns problemas relatados, nesta quarta-feira (3/7/2002), em reunião da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia de Minas.

Reunião - A deputada Maria José Haueisen (PT), que preside a Comissão, disse que o Legislativo vai acompanhar os desdobramentos do caso. A expectativa é de que a Câmara de Ensino Médio do Conselho Estadual de Educação (CEE) reúna-se agora em julho, para deliberar sobre quais os procedimentos a serem adotados pela Secretaria de Estado da Educação (SEE). O processo relativo ao Colégio Opção, que teve a tramitação iniciada em 1999, retornou ao Conselho em maio deste ano. Isto porque a SEE constatou diversos problemas durante o trabalho de validação do curso de Magistério em São Francisco e Indaiabira. Em junho de 2001, o CEE tinha delegado à Secretaria a tarefa de validar os atos escolares do colégio nas turmas descentralizadas daquelas cidades.

Os problemas dos estudantes de São Francisco foram discutidos em audiência naquele município, em junho, solicitada pela deputada Maria José Haueisen (PT). O encontro teve a participação de diversos alunos que foram aprovados em vestibulares ou concursos e estão prejudicados, pois não têm diploma. Nesta quarta-feira (3/7), os deputados da Comissão de Defesa do Consumidor ouviram a presidente da Mantenedora do Colégio Opção, de Montes Claros, Maria da Conceição Mendonça e Silva; e duas representantes da Secretaria de Estado da Educação (SEE): a superintendente de Organização Educacional, Maria Aparecida Carvalhais de Oliveira, e a diretora de Normas Pedagógicas, Vera Ribeiro.

COLÉGIO OPÇÃO SE COMPROMETE A RESOLVER TODAS AS PENDÊNCIAS

A presidente da Mantenedora do Colégio Opção, Maria da Conceição Mendonça e Silva, comprometeu-se a tomar todas as providências para solucionar os problemas. "O que mais quero é que nenhum aluno seja prejudicado", enfatizou, acrescentando que complementará a carga horária e buscará toda a documentação necessária dos alunos. Segundo ela, a situação será regularizada sem ônus para os estudantes. A diretora se disse "surpresa" com as informações repassadas pela Secretaria de Estado da Educação (SEE), durante a reunião desta quarta-feira da Comissão de Defesa do Consumidor. Respondendo a indagação da deputada Maria José Haueisen (PT), disse acreditar que tudo estava sob controle na escola de São Francisco.

Maria da Conceição Mendonça e Silva queixou-se também da falta de orientação durante as inspeções realizadas no colégio, bem como da falta de informações sobre o que fazer para regularizar as atividades. A superintendente de Organização Educacional da SEE, Maria Aparecida Carvalhais de Oliveira, disse que a equipe da Secretaria está à disposição do colégio para prestar todos os esclarecimentos. "Para avançarmos e tentarmos encontrar uma solução, é necessário o apoio da escola, já que grande parte dos problemas detectados serão encaminhados para serem resolvidos pelo Opção", complementou. A escola será informada das providências que precisa tomar, assim que a Secretaria obtiver resposta do Conselho Estadual de Educação (CEE) sobre os procedimentos a serem obedecidos.

Histórico - A diretora de Normas Pedagógicas da Secretaria, Vera Ribeiro, e a superintendente de Organização Educacional, Maria Aparecida Carvalhais, fizeram um histórico dos problemas do Colégio Opção, informando como tramitou o processo relativo ao Colégio tanto na SEE quanto no Conselho. Maria Aparecida Carvalhais esclareceu que a Resolução 306/83, do CEE, determina que a descentralização de turmas depende da autorização do Conselho. Já a diretora do Colégio Opção, Maria da Conceição Mendonça e Silva, enfatizou que houve erros, sim, mas não por má fé. Ela também fez um histórico da implantação do curso em São Francisco, por meio de parceria com a Prefeitura, e enfatizou o trabalho desempenhado pelo colégio.

O deputado Doutor Viana (PMDB) ressaltou, na reunião, a urgência de superar as dificuldades, a fim de que os alunos não continuem prejudicados. O deputado José Braga (PMDB) também demonstrou sua perplexidade com a situação. Ele cobrou a fiscalização de casos como o do colégio pela Secretaria e pelo Conselho Estadual de Educação.

Presenças - Participaram da reunião a deputada Maria José Haueisen (PT), presidente da Comissão; e deputados José Braga (PMDB) e Doutor Viana (PMDB).

 

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