Reunião discute recuperação da Lagoa da Pampulha

A preservação da Lagoa da Pampulha, de forma a obter propostas viáveis de recuperação de seu potencial turístico, foi...

04/10/2001 - 09:53

 


Reunião discute recuperação da Lagoa da Pampulha

 

A preservação da Lagoa da Pampulha, de forma a obter propostas viáveis de recuperação de seu potencial turístico, foi o tema debatido na reunião conjunta das Comissões de Turismo, Indústria e Comércio e de Meio Ambiente e Recursos Naturais, nesta quarta-feira (3/10/2001).

O deputado Doutor Viana (PMDB), autor do requerimento que motivou a reunião, lembrou que a Lagoa da Pampulha vem sofrendo, ao longo dos anos, com o processo de deterioração, agravado com o lançamento de esgotos e lixo. "Além da poluição, com o assoreamento que vem inviabilizando os esportes náuticos, a região vem amargando o insucesso de vários projetos de revitalização", disse. O deputado informou que anualmente são jogados na Lagoa cerca de 400 mil metros cúbicos de terra, o que corresponde a 182 caminhões por dia. Ele afirmou, ainda, que as obras atuais que fazem parte do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (Propam) são destinadas a aumentar a capacidade de amortecimento de cheias, que, em 30 anos, caiu de 64% para 49%. "É necessário que haja o desenvolvimento de ação educativas e de planejamento", afirmou.

O presidente da Belotur, José Francisco Sales Lopes, falou da missão da empresa, que é divulgar as belezas da cidade. "O desenvolvimento integrado da Lagoa da Pampulha é de extrema importância para o turismo de Minas", avaliou. José Francisco falou sobre a parceria entre a Belotur e a PUC/MG, para o desenvolvimento do turismo na Lagoa. "As pessoas que visitarem a Igrejinha da Pampulha já podem contar com um eficaz trabalho de informação turística e histórica da igreja e da região da Pampulha", afirmou. Segundo ele, a Lagoa deve ser priorizada, mas a região da Pampulha vai muito além da beleza de suas águas.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Saneamento Urbano de Belo Horizonte, Paulo Maciel Júnior, disse que a falta de planejamento metropolitano causou a degradação da Lagoa. "A Bacia da Pampulha é receptora de esgoto de algumas regiões de Belo Horizonte e Contagem", explicou. Segundo o secretário, a PBH fez uma avaliação das condições da Lagoa para traçar um plano para sua recuperação. "O Propam quer a médio prazo desassorear uma parte da Lagoa e fazer das ilhas formadas em seu interior área de lazer com parques", afirmou Paulo Maciel.

O gerente do Propam, Weber Coutinho, sugeriu que os deputados estaduais colocassem no orçamento anual do Estado verbas para recuperação da Lagoa da Pampulha. "Até hoje não recebemos nenhuma verba do Estado de Minas Gerais para esta finalidade. Sem a colaboração de Minas, dificilmente conseguiremos fazer as obras previstas", concluiu. O chefe de gabinete José Henrique Melo falou da importância da Pampulha no contexto social, ambiental e econômico. "É preciso que novas propostas surjam para que a Lagoa seja recuperada", afirmou. José Henrique esteve representando o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, vereador Leonardo Matos.

Presenças - Participaram da reunião os deputados Maria Olívia (PSDB), presidente da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio; Fábio Avelar (PTB); Doutor Viana (PMDB), autor do requerimento que motivou a reunião; e a deputada Maria José Haueisen (PT).

 

 

 

 

 

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