Atividades da Polícia Rodoviária em MG são tema de debate

A Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas reuniu-se nesta terça-feira (14/8/2001) para discutir, com con...

16/08/2001 - 10:41


Atividades da Polícia Rodoviária em MG são tema de debate

A Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas reuniu-se nesta terça-feira (14/8/2001) para discutir, com convidados, os 30 anos de atividades da Polícia Rodoviária no Estado. Segundo o deputado Arlen Santiago (PTB), o principal problema enfrentado pela Polícia Rodoviária é que "a responsabilidade aumenta enquanto os recursos diminuem". De acordo com ele, em 1997 e 1998, foram investidos R$ 500 milhões em obras, manutenção e conservação das estradas, valor que foi reduzido à metade em 1999 e 2000. O deputado criticou a situação de diversas rodovias, dizendo que, em 2001, quase não houve investimentos.

O major PM Antônio de Carvalho Pereira, comandante da 7ª Companhia de Polícia Rodoviária Metropolitana do Estado de Minas Gerais, informou que a fiscalização nas estradas é feita por nove companhias. São 19.879 quilômetros de rodovias estaduais e 4.168 quilômetros de rodovias federais delegadas, a serem fiscalizadas. Segundo o major, a corporação vem buscando novos conceitos gerenciais para suas atividades. "Estamos aprimorando os recursos humanos e os equipamentos, buscando maior eficácia em nossa atuação", informou. Questionado pelo deputado Arlem Santiago, o major afirmou que o efetivo total específico da Polícia Rodoviária é de 1.800 homens, que não atuam isolados devido a parceria interna com a Polícia Militar. Quanto às balanças de fiscalização, o major disse que estão todas obsoletas e com problemas de manutenção e que a competência para administração é do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Arlen Santiago (PTB) indagou sobre a não contratação, pela Usiminas, de empresas de caminhões preparadas para exercer, com segurança, o transporte de material. O major informou que a fiscalização foi intensificada após o acidente ocorrido na BR-381, com um caminhão que carregava bobinas para a empresa. Disse, ainda, que foram encontrados veículos em péssimo estado de conservação, até para circular nas vias públicas, e que já está agendada uma reunião com a direção da Usifast Logística para discussão do problema.

A respeito das parcerias com prefeituras, DER e comunidade, o major Antônio explicou que todos os convênios são remetidos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), dentro da legalidade. "A interatividade entre a polícia, os municípios, o Estado e a comunidade facilita o exercício da fiscalização", comentou. O capitão PM Hélton Gonçalves da Silva, sub-comandante da 7ª Companhia de Polícia Rodoviária de Minas Gerais, completou dizendo que a segurança só é efetiva com a participação de todos, inclusive com a cobrança da população no que se refere à manutenção das estradas.

O deputado Ermano Batista (PSDB) falou sobre o trabalho da polícia rodoviária. "Com algumas exceções, o trabalho que vem sendo realizado é brilhante. Porém, isso não deve ser razão de tranqüilidade e, sim, para aumentar sua responsabilidade", concluiu. O deputado Dalmo Ribeiro (PSD) disse conhecer as dificuldades das companhias quanto a disponibilização de viaturas. "A polícia ajuda até a tapar buraco", comentou. O deputado solicitou a impressão do major Antônio sobre a privatização das estradas. "A privatização modifica o contexto de vida das chamadas "cidades dormitório", de acordo com o fluxo nas estradas, argumentou Antônio. De acordo com ele, o DNER já vem trabalhando no sentido de conhecer quais estradas poderiam ser privatizadas, o que possibilitaria uma fiscalização com maior profissionalismo.

PRESENÇAS

Participaram da reunião os deputados Arlen Santiago (PTB), presidente da Comissão, Ermano Batista (PSDB) e Dalmo Ribeiro (PSD).

 

 

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