Assembléia vai homenagear centenário de José Maria Alkmin

A Assembléia irá homenagear, na segunda-feira, dia 13/8, com uma reunião especial em Plenário, o centenário de nascim...

13/08/2001 - 14:48


 Assembléia vai homenagear centenário de José Maria Alkmin

 

A Assembléia irá homenagear, na segunda-feira, dia 13/8, com uma reunião especial em Plenário, o centenário de nascimento do político, advogado, professor e jornalista José Maria Alkmim. A reunião, requerida pelos deputados Sebastião Navarro Vieira (PFL) e Elbe Brandão (PSDB), será realizado às 14 horas e contará com as presenças dos filhos do homenageado, Leonardo Alkmim, José Maria Alkmim Filho e Luciano Alkmim, que irá, em nome da família, discursar e receber a placa alusiva ao centenário do pai. Durante a reunião irá se apresentar a Banda da PMMG e será exibido um vídeo produzido pela TV Assembléia sobre a vida do homenageado.

José Maria Alkmim nasceu no dia 11 de julho de 1901 e faleceu em Belo Horizonte, no dia 22 de abril de 1974. Mineiro de Bocaiúva, Alkmim bacharelou-se em 1929 pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (FDUMG), sendo escolhido orador de sua turma. Participou da política estudantil como tesoureiro do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP) e, em 1926, ingressou na redação do órgão oficial do Estado, o jornal "Minas Gerais", onde foi redator e revisor.

Alkmim foi um dos fundadores, em 1939, da Faculdade de Filosofia de Minas Gerais, depois incorporada à Universidade de Minas Gerais, onde, em 1950, foi nomeado catedrático de História das Doutrinas Econômicas e de Economia Política, cargo em que se aposentou. Participou do grupo fundador e da direção do Correio Brasiliense, órgão dos Diários Associados, primeiro jornal a circular em Brasília.

Adepto da Aliança Liberal, participou da Revolução de 1930. Durante a revolução paulista de 1932, coube-lhe dirigir o serviço de informação à imprensa mineira. Fez parte do escritório de advocacia de Abílio Machado, juntamente com Milton Campos e Pedro Aleixo.

Elegeu-se deputado constituinte federal de 1934 e para a Legislatura ordinária (1934-1937). Em 1936 foi nomeado secretário de Interior e Justiça pelo governador Benedito Valadares e, no cargo, conclui a construção da Penitenciária Agrícola de Neves, cuja direção viria a ocupar posteriormente (1939-1942). Em 1938, tornou-se provedor da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, à qual se dedicou até o fim da vida. Ainda nessa época, trouxe para Minas a educadora Helena Antipoff.

Foi um dos fundadores, em 1939, da Faculdade de Filosofia de Minas Gerais, depois incorporada à Universidade de Minas Gerais, onde, em 1950, foi nomeado catedrático de História das Doutrinas Econômicas e de Economia Política, cargo em que se aposentou. Em 1945, Alkmin colaborou na fundação do PSD; posteriormente, pertenceu ao Partido Progressista e à Arena. Foi eleito deputado constituinte federal e constantemente reconduzido à Câmara Federal da 1ª à 6ª Legislatura (1946-1971).

Foi secretário das Finanças do governo estadual de Juscelino Kubitschek. Na crise político-militar em torno da sucessão presidencial de 1956, teve importante participação nas articulações que asseguraram a posse de JK. Foi Ministro da Fazenda de seu governo e, dentre outros feitos, organizou a Zona Franca de Manaus. Disputou o governo de Minas em 1960 e foi dos poucos pessedistas a combater o governo Jânio Quadros.

Eleito pelo Congresso Nacional, foi vice-presidente da República no governo Castelo Branco (1964-67). Foi secretário de Estado da Educação no governo Israel Pinheiro (1967/1970). Suplente de deputado federal na 7ª Legislatura (1971-75), efetivou-se na vaga com a morte de Edgar Martins Pereira.

 

 

 

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