Comissão discute corte de energia no meio rural

A Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial realizou, nesta quarta-feira (06/06/2001), audiência pública com...

06/06/2001 - 18:25

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Comissão discute corte de energia no

meio rural

A Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial realizou, nesta quarta-feira (06/06/2001), audiência pública com vários convidados para discutir o impacto, as conseqüências e as alternativas referentes ao regime de cotas e ao corte de energia que poderá ocorrer no meio rural, tendo em vista as resoluções da Câmara de Gestão da crise de energia elétrica. O deputado Paulo Piau (PFL), autor do requerimento que deu origem à reunião, falou da necessidade de se planejar estratégias frente ao racionamento, para que prejuízos sejam evitados.

O presidente da Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR) e da Itambé, José Pereira Filho, enfatizou que é difícil economizar energia numa cadeia de produto tão perecível e sazonal como é o leite. "O esfriamento necessário à sua conservação não pode ser medido, assim, perderemos em qualidade", afirmou. Segundo ele, as medidas anunciadas para o meio rural trazem transtornos à produção. Ele exemplificou dizendo que a CCPR processa diariamente milhares de litros de leite, e que parar a produção, ainda que por apenas uma hora, significaria a perda de grande quantidade do produto. "Isso implica prejuízo, corte de salários, desemprego", lembrou.

O presidente da Faemg, Gilman Viana Rodrigues, disse que as medidas de racionamento para o meio rural estão em desvantagem com relação ao meio urbano. Segundo ele, há a necessidade de que a média prevista para cumprimento das metas do racionamento para os meses de maio, junho e julho não seja fixa. "O meio rural implica produtos sazonais e perecíveis, como o leite, hortaliças, frutas e outros, por isso, não podemos generalizar as medidas", afirmou. Ele concluiu dizendo que a energia elétrica é a força propulsora do campo.

O presidente do Sindicato do Álcool e do Açúcar, Luiz Custódio Cota Martins, disse que o setor agropecuário é auto-suficiente, produz por conta própria. Segundo ele, hoje, por meio da moagem da cana e da produção do álcool, o setor é capaz de atingir até 12 mil megawatts. "Precisamos é que o Estado faça um programa de incentivo à geração de energia elétrica, junto ao BNDES e à Cemig", defendeu.

O representante da Cemig, Sérgio Henrique Mourthé, iniciou seu pronunciamento dizendo que a Cemig é o instrumento de aplicação do racionamento e não o gestor da crise. Segundo ele, a legislação feita para a economia de energia foi omissa ao tratar do meio rural. "Temos de achar iniciativas para tentar harmonizar os problemas de todos as cadeias envolvidas", afirmou. Sobre as novas ligações de energia para o meio rural, Sérgio Mourthé disse que serão liberadas, mas os beneficiados também terão que economizar. "Não temos nenhuma intenção de frear a eletrificação rural, queremos que até o final da gestão Itamar Franco 100% do meio rural recebam energia", defendeu.

PRÓ-PEQUI

A Comissão aprovou, ainda, o parecer favorável ao Projeto de Lei 1.025/2000, de autoria do deputado Rogério Correia (PT), que dispõe sobre a política mineira de incentivo, cultivo, consumo, comercialização e transformação dos derivados do pequizeiro - Pró-Pequi. O relator do projeto, que tramita em 2º turno, foi o deputado Chico Rafael (PSB).

PRESENÇAS

Participaram da reunião os deputados João Batista de Oliveira (PDT), presidente; Chico Rafael (PSB), vice-presidente; Jorge Eduardo de Oliveira (PMDB), Kemil Kumaira (PSDB), Paulo Piau (PFL) e Dimas Rodrigues (PMDB), além de diversos convidados.

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