Exame toxicológico de Rogério Correia nega uso de cocaína

O deputado Marcelo Gonçalves (PDT), que presidiu a CPI do Narcotráfico, encerrada em dezembro de 2000, apresentou à i...

11/01/2001 - 18:39

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Exame toxicológico de Rogério Correia nega uso de cocaína

O deputado Marcelo Gonçalves (PDT), que presidiu a CPI do Narcotráfico, encerrada em dezembro de 2000, apresentou à imprensa o resultado negativo do exame toxicológico a que se submeteu o deputado Rogério Correia (PT). Durante a entrevista coletiva, nesta quinta-feira (11/01/2001), Gonçalves distribuiu cópia do ofício do Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade de São Paulo (USP), que atesta que o deputado Rogério Correia não usou cocaína no período dos últimos três a quatro meses. A realização do exame foi uma reivindicação da deputada Elaine Matozinhos (PSB), após denúncias à CPI de que o deputado era usuário da droga.

A coleta do material foi feita pelo cardiologista coordenador, em exercício, do Setor de Saúde e Assistência da Assembléia, Paulo Alves de Oliveira, no último dia 2 de janeiro, a partir de um kit enviado pelo laboratório indicado pela deputada Elaine Matozinhos. Segundo Marcelo Gonçalves, o resultado negativo confirma que as acusações contra Rogério Correia faziam parte de uma armação para desacreditar os membros da CPI.

O deputado Marcelo Gonçalves apresentou, ainda, um documento enviado pela Justiça Federal de 1ª Instância, contendo a condenação do ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal, Gibrain de Souza Couri, "por conduta desonesta e amoral", consistente na distribuição arbitrária de carteiras de "Colaborador da Polícia Rodoviária Federal". A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz, da 17ª Vara de Minas Gerais. O deputado lembrou que essas carteiras começaram a ser distribuídas pelo ex-secretário de Segurança Pública, Mauro Lopes, enquanto chefe da corporação. De acordo com o processo, essas identidades funcionais foram passadas a empresários de transportadoras, como São Geraldo, Gontijo e Itapemirim. Em depoimento, também relatado no processo, Mauro Lopes disse que "as carteiras foram entregues a médicos, juízes e outras pessoas do bem, para inibir práticas ilícitas de maus policiais".

Reforçando a necessidade de se coibir as práticas ilícitas no Estado, o deputado Marcelo Gonçalves declarou que irá se empenhar para que seja instaurada a CPI do Crime Organizado, assim que os trabalhos legislativos forem reiniciados. Ele explicou que o assunto não pode ser tratado por uma Comissão Permanente, pois só uma CPI tem a prerrogativa da quebra dos sigilos bancário e telefônico, por onde os criminosos são descobertos. A entrevista foi acompanhada pelo deputado Sargento Rodrigues (PSB), que também integrou a CPI.

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