Deputado da CPI das Licitações visita Cadeião da Gameleira

Deputado da CPI das Licitações visita "Cadeião da Gameleira" O deputado Rogério Correia (PT), membro da CPI das Licit...

26/07/2000 - 10:04

alinfor.gif (4077 bytes)



 

Deputado da CPI das Licitações
visita "Cadeião da Gameleira"

O deputado Rogério Correia (PT), membro da CPI das Licitações, concluiu que houve falha humana na segurança do Centro de Remanejamento da Secretaria de Segurança Pública (Ceresp), conhecido como "Cadeião da Gameleira". Durante a inspeção, realizada na manhã da última terça-feira (25/07/2000), o deputado Rogério Correia (PT), o secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Lopes e o procurador Geral de Justiça, Márcio Decat de Moura conheceram todas as dependências da cadeia e conversaram com os detentos.

Em apenas uma semana, 27 presos fugiram da instituição provocando o afastamento de policiais que estão à disposição da Corregedoria de Polícia Civil. Haverá uma investigação para apurar se houve negligência ou facilitação nas fugas. Segundo o deputado Rogério Correia (PT), deverá ser entregue à CPI das Licitações uma relação com os materiais utilizados na construção do Ceresp, realizada pela Conspar Engenharia. Com esses dados a perícia, que será encomendada a engenheiros que não fazem parte do governo, poderá verificar se a obra, realizada sem licitação por se tratar de emergência, está de acordo com o valor pago pelo Estado. Ele disse também que com o sistema de segurança atual, provavelmente não haverá novas fugas.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Lopes disse que não há problemas na estrutura do "Cadeião", citando as cadeias de Uberlândia e Governador Valadares que seguem o mesmo modelo. Segundo ele, falhas dos policiais ocorreram e serão apuradas pela Corregedoria e assistidas por um promotor público, que será nomeado para atribuir maior transparência aos trabalhos. Justificando a determinação do governo de utilizar a Polícia Militar na segurança do Ceresp, ele disse que ficou comprovado que a Polícia Civil foi insuficiente. Com relação ao local onde a cadeia foi construída, Mauro Lopes afirmou que, de acordo com a Legislação, as cadeias – que devem abrigar presos ainda não condenados – devem ser construídas dentro da área urbana para facilitar as visitas dos familiares e advogados dos detentos. "Novas cadeias ainda serão construídas dentro do município de Belo Horizonte", acrescentou o secretário. O secretário disse que a segurança nas proximidades do Ceresp será aumentada por rondas no bairro, melhor iluminação e presença permanente da PM na área.

O procurador geral da Justiça, Márcio Decat de Moura também concordou com a hipótese de falha humana e acrescentou que, apesar de não ser ideal o envolvimento da PM na segurança interna do "mini-presídio", ela servirá como forma de evitar outras fugas enquanto não se adotam medidas permanentes: "A situação é grave, mas encontra-se sob controle", completou.

A estrutura do "Cadeião da Gameleira" conta com uma área de 7 mil metros quadrados, com capacidade para 440 detentos. Seu custo foi de R$ 3,7 milhões e demorou sete meses para ser construído. Entre as medidas anunciadas após as fugas estão a colocação de cercas elétricas nos muros e a transferência de todos os presos condenados que estão na unidade.

 

Responsável pela informação: Érika Fam - ACS - 31-2907715