Anderson Adauto descarta crise entre Poderes

"Não há crise de Poderes, crise entre o Legislativo e o Executivo. O que há é uma crise entre o Governo e sua base na...

19/05/2000 - 18:51

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Anderson Adauto descarta crise entre Poderes

"Não há crise de Poderes, crise entre o Legislativo e o Executivo. O que há é uma crise entre o Governo e sua base na Assembléia." A afirmação é do presidente da Assembléia, deputado Anderson Adauto (PMDB), que analisou, em entrevista coletiva à Imprensa no final da tarde desta quinta-feira (18/5/00), os recentes desentendimentos entre os chefes dos dois Poderes e descartou que divergências políticas ou partidárias possam levar a uma crise institucional. Anderson Adauto frisou, também, que o Legislativo tem cumprido rigorosamente com suas atribuições constitucionais, votando as leis que são de interesse da sociedade e fiscalizando as ações do Executivo. "Não há nenhum projeto importante parado aqui na Casa", ressaltou.

Na avaliação do presidente da Assembléia, Minas Gerais está vivendo um momento novo, rico de ensinamentos, em que o Legislativo assume, na plenitude, sua independência e seu próprio comando político. Fazendo distinção entre o significado de comando político e comando institucional, Anderson Adauto disse que, historicamente, o Legislativo sempre foi dirigido politicamente pelo Poder Executivo, numa lógica de maioria e minoria, de situação e oposição. Agora, segundo ele, o Governo optou por não ter esse comando político. Isso, na sua análise, fez com que o Parlamento tivesse seu próprio comando político, o que é benéfico para o Poder e para a sociedade. "Para os mineiros, é extremamente salutar ter um Executivo que execute, um Legislativo que legisle e fiscalize e um Judiciário que julgue", argumentou.

Anderson Adauto disse, também, que, ao perceber que o Legislativo estava sem comando político, convocou o Colégio de Líderes "para que pudéssemos assumir esse comando, votando os projetos na lógica dos interesses da sociedade e com a preocupação de não inviabilizar o Executivo". O presidente da Assembléia avaliou, ainda, que a posição do governador de enfrentamento ao Governo Federal e de defesa do patrimônio nacional são corretas e necessárias no momento político por que passa o País.


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