Assembléia homenageia o Dia Internacional da Marçonaria

A Assembléia Legislativa realizou Reunião Especial na noite da última terça-feira (22/02/2000), para comemorar o Dia ...

24/02/2000 - 00:43

Assembléia homenageia o Dia Internacional da Marçonaria

A Assembléia Legislativa realizou Reunião Especial na noite da última terça-feira (22/02/2000), para comemorar o Dia Internacional da Maçonaria, em solenidade que contou com a presença de diversos deputados, autoridades governamentais e maçons representantes das três grandes potências de Minas Gerais: Grande Oriente de Minas Gerais, Grande Oriente do Brasil e das Grandes Lojas.

O presidente da Assembléia, deputado Anderson Adauto (PMDB), autor do requerimento que deu origem à reunião, saudou os maçons afirmando que, ao prestar a homenagem, a Assembléia Legislativa "reverencia os ideais eternos de liberdade e de solidariedade entre os homens". O presidente afirmou também que, não sendo um movimento político tal como entendemos, a maçonaria exerce a política "em sua expressão mais densa e mais abrangente". "Ela não convoca os homens para obedecer a outros homens, nem para cingir-se a uma ordem fechada, mas para servir à liberdade. Seus ritos internos, seu simbolismo, os seus arcanos - ocultos aos não-iniciados - têm o necessário sentido de sacralizar os deveres humanitários, sem servir a nenhuma confissão religiosa em particular", acentuou.

O presidente falou, ainda, sobre a condição de vanguarda dos maçons nos grandes movimentos libertários, abolicionistas e republicano; na campanha do Paraguai e na Independência do Brasil. "Hoje, as causas da liberdade reclamam novamente a ação da maçonaria contra os liberais, ou novos liberais, inimigos da liberdade que se valem da força do dinheiro, a fim de impor ao mundo uma ordem que exclui a maioria em benefício de uns poucos", acrescentou o presidente.

PALAVRA DOS MAÇONS
No encerramento da solenidade, o deputado Anderson Adauto fez a entrega de três placas alusivas ao evento aos representantes das três potências maçônicas. Ele esclareceu, ainda, que a homenagem aos maçons é, também, um ato de agradecimento ao apoio que a maçonaria prestou ao Governo de Minas Gerais e à Presidência da Assembléia, no episódio da decretação da moratória pelo governador Itamar Franco, no ano passado, "quando necessitávamos do apoio do povo, a despeito da má-vontade de alguns órgãos de comunicação para explicar a ação governamental."

Heuber Dornas Pereira, 1º-vigilante das Grandes Lojas de Minas Gerais, fez um breve relato da história da maçonaria - desde o ano de 1314, com Jacques D`Molay, último grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo, na França, até a tomada da Bastilha, em 1789 -, destacando a influência dos maçons no desenvolvimento da Europa, na Arquitetura gótica, na Matemática, na Medicina, na Economia e na queda do Absolutismo.

O grão-mestre do Grande Oriente de Minas Gerais, Helton Barroso Drey, detalhou o ideal maçônico dos franceses, que se juntou ao dos americanos na Guerra da Independência; e a ação maçônica atual. Já o secretário de Administração do Grande Oriente de Minas Gerais, Expedito Antônio de Almeida, deu ênfase à maçonaria como instituição que prega o aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, ressaltando como seus três fins a liberdade, a igualdade e a fraternidade.

COMPOSIÇÃO DA MESA
Compuseram a Mesa dos trabalhos, além do presidente da Assembléia, deputado Anderson Adauto (PMDB); o secretário de Estado da Segurança Pública, deputado Mauro Lopes, representando o governador Itamar Franco; a juíza Myrian da Conceição, representando o Tribunal de Alçada; o soberano grão-mestre do Grande Oriente de Minas Gerais, Helton Barroso Drey; o sereníssimo grão-mestre da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, Tomaz Luiz Naves; e o soberano grão- mestre-adjunto do Grande Oriente de Minas Gerais, Amintas de Araújo Xavier.


Responsável pela informação: Eustaquio Marques - ACs - 31-2907715