Teleconf. vai debater planos e seguros privados de saöde
É justa a exclusão das doenças e procedimentos cirúrgicos mais complexos da cobertura dos planos e seguros privados d...
08/04/1998 - 02:02Teleconf. vai debater planos e seguros privados de saöde
É justa a exclusão das doenças e procedimentos cirúrgicos mais complexos
da cobertura dos planos e seguros privados de saúde? É justo que o SUS termine
arcando com a maior parte dos procedimentos de alta complexidade, o
atendimento de urgência e de emergência, de segurados dos segmento de planos
privados de saúde, sem o respectivo ressarcimento? Estas e outras questões,
como o direito do consumidor em relação aos planos de saúde, estarão em debate
na Teleconferência "Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde" que a
Assembléia Legislativa promove, no próximo dia 15, de 8h40 às 11h40, no
Plenário. Estará participando do debate, coordenado pelo presidente da
Assembléia, deputado Romeu Queiroz, o relator do Projeto de Lei sobre Planos
de Saúde, senador Sebastião Rocha.
O projeto, que está sendo discutido na Comissão de Assuntos Sociais do
Senado, é resultado da reunião de 17 projetos de lei apresentados sobre a
matéria na Câmara dos Deputados. Eles foram anexados ao Projeto de Lei do
Senado 93/93, do senador Iram Saraiva, que dispunha sobre a proibição de
exclusão de cobertura de despesas com tratamento de determinadas doenças em
contratos de seguro-saúde, dando origem ao substitutivo. No Senador, tramitam
outros seis projetos de lei sobre a matéria. A proposta do senador Sebastião
Rocha irá regulamentar uma atividade - os planos e seguros privados de saúde -
que afeta a vida de 40 milhões milhões de brasileiros e movimenta mais de R$
17 bilhões ao ano. São também em relação aos planos de saúde um quarto das
reclamações registradas nos Procons estaduais.
O senador Sebastião Rocha aponta, na análise do projeto, as implicações
que, da parte do Governo, são determinantes para o intuito de regulamentar o
segmento dos planos de saúde. Somente em 1992 e 1993, foram deduzidos, a
título de contribuição para planos e seguros de saúde, cerca de 4,2 bilhões ao
ano. Por outro lado, é o Sistema Único de Saúde (SUS) que arca "com a maior
parte dos procedimentos de alta complexidade e atendimentos de urgência e
emergência, exatamente os de maior custo", afirma o parecer do relator.
Sebastião Rocha classifica, no parecer, de "iniqüidade" o subsídio do SUS
aos planos de saúde, pois, enquanto o SUS dispõe de de R$ 20 bilhões/ano, para
atender 150 milhões de brasileiros, os seguros movimentam 17 bilhões/ano para
cobertura de 40 milhões de usuários. "Com quase o mesmo valor, o SUS tem
obrigação de atender a, no mínimo, três vezes mais pacientes do que atendem as
operadoras de planos e seguros.
Paticiparão também da teleconferência o presidente da Comissão Técnica de
Seguro-Saúde da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de
Capitalização (Fenaseg), o consultor-jurídico do Instituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor (Idec), a Inspetora Regional do Ministério da Justiça em
Minas Gerais, Stael Christian Riani, o diretor-presidente da Unimed-BH,
Emerson Fidélis Campos.
Poderão participar também do debate o público presente ao Plenário e os
telespectadores, que poderão formular perguntas pelo telefone (0800)31-0888 e
pelo fax (O31)290-7810.
A teleconferência será transmitida ao vivo para todo o Estado de Minas
Gerais, por meio de satélite, acessado por antena parabólica 5A1 - polarização
horizontal, freqüência 3870 (entre Bandeirantes e Rede Vida).
Responsável pela informação: Francisco Mendes - GCS - 031-2907800