Proj.que regulamenta Comércio e transp. de carne é debatido
O diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Antônio Cândido Martins Borges, disse, nesta quarta-feira...
17/12/1997 - 11:07Proj.que regulamenta Comércio e transp. de carne é debatido
O diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Antônio
Cândido Martins Borges, disse, nesta quarta-feira (17), na reunião conjunta
das Comissões de Defesa do Consumidor e de Fiscalização Financeira e
Orçamentária, que a regulamentação do transporte e comércio de carnes e seus
derivados no Estado representa um avanço na garantia do direito à saúde do
cidadão mineiro. Para Antônio Cândido, o PL 1.547/97, de autoria do Executivo,
trará para Minas a determinação técnica para uma comercialização adequada da
carne.
O diretor do IMA afirmou que o Instituto possui 300 técnicos capacitados
para realizar a fiscalização. "Possuímos todas as condições para realizar o
trabalho", ressaltou. Ele acrescentou que, segundo um cronograma estabelecido
pelo IMA, a fiscalização estará implantada em 90% dos estabelecimentos
agroindustriais do Estado. Para Antônio Cândido, o projeto representa, também,
um resgate dos abatedouros - que vêm sofrendo uma redução considerável, em
número e atividade, devido ao abate, transporte e comércio clandestino de
carnes. O IMA estima que o Estado perca, em arrecadação, cerca de R$ 48
milhões ao ano.
Deputados falam sobre fiscalização e multas
Para o deputado Antônio Júlio (PMDB), a essência do projeto é boa, mas a
sua implantação é complicada, devido à falta de estrutura e ao caráter quase
cultural do consumo de carne proveniente de abatedouros domésticos. O deputado
acredita, ainda, que o IMA não possui condições para realizar a fiscalização.
O deputado José Militão (PSDB) também manifestou sua preocupação quanto
às dificuldades do IMA. Para José Militão, além do problema operacional, é
preciso ajustar as multas previstas aos infratores. Na opinião dele, a
linearidade das multas não faz sentido, pois o comerciante ou produtor que for
autuado "vendendo uma galinha sem alvará pagará o mesmo que aquele que estiver
vendendo uma boiada", destacou o deputado.
Presenças - Participaram da reunião os deputados Geraldo Nascimento (PT),
que a presidiu, José Militão (PSDB), Antônio Andrade (PMDB), Roberto Amaral
(PSDB) e Antônio Júlio (PMDB).
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