AL discute projeto Manoelzão de salvação do Rio das Velhas
Nome documento: MC25117EM1.CSJ A Comissão de Indústria e Comércio da Assembléia Legislativa realizou Audiência Públic...
26/11/1997 - 03:02AL discute projeto Manoelzão de salvação do Rio das Velhas
Nome documento: MC25117EM1.CSJ
A Comissão de Indústria e Comércio da Assembléia Legislativa realizou
Audiência Pública nesta terça-feira (25/11), para discutir a implantação do o
Projeto Manoelzão,com vistas à recuperação da bacia do Rio das Velhas.
A reunião foi presidida pelo deputado Gil Pereira (PPB), com a presença
dos deputados João Leite (PSDB);Bilac Pinto (PFL); Dimas Rodrigues (PPB);José
Braga (PDT). Como convidados, o professor Marcus Vinícius Polignano, da UFMG,
coordenador do projeto; o secretário Nacional de Recursos Humanos, Paulo
Romano;José Odilon R.Pereira, da Secretaria do Meio Ambiente e Fábio Avelar,
diretor da Copasa.
O professor Marcus Vinícius falou sobre a importância do projeto para
recuperação da bacia do Rio da Velhas,envolvendo todas as comunidades,
prefeitos das 51 cidades banhadas pelo importante rio.
Ele revelou que a cidade de Belo Horizonte é a grande responsável pela
degradação ambiental da bacia do Rio das Velhas. E que a maioria dos córregos
canalizados e que deram lugar a grandes avenidas, foram transformados em
esgotos sanitários despejados no Rio Arrudas, que, por sua vez,lança toda
descarga no Rio das Velhas.
O projeto Manoelzão (personagem lendária da obra do escritor Guimarães
Rosa, que viveu na região), é uma iniciativa do Internato Rural da Faculdade
de Medicina da UFMG, elaborado pelos professores Apolo Heringer Lisboa,
Antonio Leite Alves e Marcus Vinícius Polignano.Segundo Marcus Vinícius,
"surgiu para aumentar a consciência ambiental e ser um instrumento de atuação
em defesa do ambiente, da educação e da promoção da saúde em todas as cidades
da Bacia."
O secretário Paulo Romano falou sobre o esforço do Governo Federal na
recuperação dos ambientes degradados e ameaçados de degradação. Ele disse que
a consciência dos industriais e dos agricultores precisa mudar. A indústria
pode recuperar seus dejetos no próprio local, enquanto o fazendeiro pode
minimizar as erosões.É necessário, ainda uma forte mobilização da sociedade
para preservação do meio ambiente em todos os sentidos.O secretário foi o
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS|
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AL DISCUTE PROJETO MANOELZÃO DE 2| | | | |
SALVAÇÃO DO RIO DAS VELHAS m.ambiente 25/11 em 1| | | | |
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agente responsável pela liberação de R$ 99 mil reais para o início da
implementação do projeto.
O professor Fábio Avelar, da COPASA,demonstrou em transparências os pontos
críticos de degradação do Rio das Velhas.Segundo o representante da COPASA,a
bacia do Rio das Velhas tem 28 mil e 300 quilômetros quadrados;o Rio passa por
51 municípios e atende a uma população de 3 milhões e 200 mil habitantes.O
ponto crítico, de acordo com levantamento da COPASA fica entre os municípios
de Santa Luzia e Santana do Pirapama, onde é maior a concentração de esgotos
sanitários, lixos, detritos industriais, de mineração, agrotóxicos,
desmatamentos e erosões.
No encerramento da sessão, foi lançada a Carta do Rio das Velhas,que será
assinada por diversas autoridades, por representantes da Assembléia
Legislativa e por prefeitos dos municípios que compõem a bacia.
Responsável pela informação: Eustaquio Marques - GCS - 031-2907800