Com. aprova parecer favorável à PEC 34/96
Foi aprovado ontem o parecer favorável, do relator, deputado Roberto Amaral (PSDB), à PEC 34/97, de autoria do govern...
15/05/1997 - 02:10Com. aprova parecer favorável à PEC 34/96
Foi aprovado ontem o parecer favorável, do relator, deputado
Roberto Amaral (PSDB), à PEC 34/97, de autoria do governador do
Estado, que estende a possibilidade de concessão dos serviços de gás
canalizado também às empresas de capital privado. Essa mudança altera
o art.10, inciso VIII da Constituição do Estado, adequando-o às
mudanças, da mesma natureza, já introduzidas também na Constituição
Federal.
Na reunião, presidida pelo deputado Bilac Pinto (PFL), da
Comissão Especial criada para emitir parecer sobre a PEC 34/97, foi
também discutido os destinos da Gasmig, subsidiária da Cemig, após a
venda das ações da empresa de energia elétrica do Estado. Atendendo a
requerimento da deputada Maria José Hauesein (PT), o vice-presidente
da Cemig, Benjamim de Avelar Marques, respondeu a várias questões dos
deputados, membros da Comissão.
Ele admitiu que, com a entrada de um novo sócio na Cemig, esse
passará a deter também os 95% que a empresa estatal detém de
participação acionária na Gasmig. A intenção de sua privatização
também poderá ser revista. "Se houver interesse do novo sócio em
manter a participação da Cemig na Gasmig, isso poderá acontecer e não
vejo nenhum mal nisso". - defendeu Benjamim Marques.
O vice-presidente da Cemig afirmou que o mercado de gás
canalizado no Brasil tem ainda um grande potencial de expansão. Hoje o
gás natural representa apenas 2% da produção de energia do país,
enquanto na Argentina, ele chega a 35% e, em outros países da América
Latina, 20%.
Esse potencial de crescimento sofre, no entanto, uma restrição
básica que é da disponibilidade de gás, ainda insuficiente para
atender à demanda nacional. A Gasmig tem disponível hoje 1,7 milhão de
m3/dia, de gás para comercializar. Já está negociando perto 550 mil m3
para Belo Horizonte e Juiz de Fora. "E estamos investindo agora na
estação Norte 1, para abastecer empresas de Vespasiano, Santa Luzia e
São José da Lapa, com capacidade de atendimento de 300 mil m3/dia" -
anunciou o vice-presidente da Cemig.
Para ampliar os serviços da empresa à térmica de Igarapé, um
projeto que está sendo analisado pela Gasmig, haverá necessidade, no
entanto, de revisão da cota do Estado no volume que será distribuído
pelo Gasoduto da Bolívia. Mas Benjamim Marques considerou que as
pressões do mercado, que tem potencial de crescimento, serão mais
fortes, tornando a empresa atraente para o capital privado.
O processo de privatização da Gasmig continua em andamento, com
os estudos e análises de viabilidades econômica e financeira, que
estão sendo elaborados pela empresa de consultoria Arthur D'Little,
devendo estar concluídos nos próximos três meses. Só a partir daí, e
da entrada do novo sócio na Cemig, é que o destino da empresa será
definido.
Participaram da reunião ainda o consultor Jurídico da Cemig,
Antônio Lázaro da Silva, o superintendente de Recursos Energéticos da
Secretaria de Minas e Energia, Getúlio Matias Ribeiro, o
superintendente da Gasmig, Antônio Otávio Campos Ferraz e os deputados
Aílton Vilela (PSDB), Roberto Amaral (PSDB), Arnaldo Penna (PSDB),
Paulo Piau (PFL), Antônio Roberto (PMDB), Marcos Helênio (PT), Álvaro
Antônio (PDT), Irani Barbosa (PSD).
Responsável pela informação: Patricia Duarte - GCs - 031-2907800