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Ciclo de Debates Sempre Vivas 2026 - Educar, Decidir, Efetivar: bases para enfrentar o feminicídio e as violências contra as mulheres e garantir direitos

Participações encerradas.

Moderador
12/03/2026 às 19:08

Muito obrigada a todas as pessoas que acompanharam o Sempre Vivas nesse canal. Boa noite!

Isabel
12/03/2026 às 15:26
Comentário removido pelo autor.
Isabel
Montes Claros/MG12/03/2026 às 15:26
Link para o guia pratico para pais e responsáveis citado pela manhã
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Isabel
12/03/2026 às 15:25
Comentário removido pelo autor.
Isabel
Montes Claros/MG12/03/2026 às 15:25
https://www.mpmg.mp.br/data/files/06/51/F4/4C/01A0B910EE85CEA9B9A8F9C2/GUIA%20PRATICO%20PARA%20PAIS%20E%20RESPONSAVEIS%20_1_%201.pdf
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Isabel
Montes Claros/MG12/03/2026 às 14:47
Tenho certeza de que será uma fala muito pertinente.
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Moderador
12/03/2026 às 14:27

Boa tarde a todas e todos! Bem-vindas e bem-vindos ao painel de interatividade do ciclo de debates "Educar, Decidir, Efetivar: bases para enfrentar o feminicídio e as violências contra as mulheres e garantir direitos", parte da programação do Sempre Vivas 2026. Teremos agora a Mesa 1 – “Da violência ao feminicídio: falhas na prevenção e na proteção da mulher”. Fiquem à vontade para enviar por aqui seus comentários e perguntas para as palestrantes e para as demais componentes da mesa.

Bia Inácio
Montes Claros/MG12/03/2026 às 12:18
Enquanto integrante do Fórum Norte Mineiro em Defesa da Vida de Mulheres e Meninas – FEMINORTE, gostaria de pontuar algumas observações a partir da nossa realidade. Em 2025, nossa região perdeu 13 mulheres para o feminicídio. Três vidas a cada trimestre. Não são números. São ausências que dilaceram famílias em territórios de vulnerabilidade histórica. Parabéns a todas as participantes e às falas potentes. Obrigada, Sempre Vivas, pela oportunidade. Este ciclo de debates é fundamental, mas compreendo e defendo que não enfrentaremos o feminicídio enquanto não desmontarmos o patriarcado em sua base estrutural. Sabemos que a violência não é “mal comportamento” individual, mas expressão de um sistema que naturaliza o controle masculino e se reinventa para se manter no comando das decisões. Avançamos em leis. Mas o patriarcado migra: da esfera privada para a pública, da violência explícita para a institucional e agora para a digital. 9,9% de mulheres no Congresso. 15% do orçamento para políticas de mulheres executado em 2025. 21,3% das vítimas não denunciam por desconfiança no Estado. Enquanto isso, movimentos machistas se organizam nas redes, disseminando ódio, incentivando violência, criando ecossistemas de radicalização que matam na vida real. O patriarcado ocupa as instâncias de decisão e decide contra nós. E quando não decide, incita. O Pacto Nacional contra o Feminicídio é avanço histórico porque reconhece que ações isoladas não são suficientes para resolver o problema.  Mas arrisca-se a manter um padrão: bom no anúncio, fraco na implementação, superficial na transformação. Isso porque ao convocar a uma atuação conjunta não deixa explícito que a iniciativa é uma obrigação. Enquanto for assim, governos contrários nos estados e municípios não serão obrigados a executar o plano. E as mulheres de municípios menores e esquecidos, como os nossos no Norte de Minas, continuarão sem proteção. Reconhecer a estrutura não basta. Em Montes Claros, a urgência é concreta: é imperativo separar a Vara de Violência contra a Mulher do Tribunal do Júri. Não é mais tolerável que mulheres em situação de violência doméstica esperem mais de 2 anos por julgamento e decisão de seus processos. Dois anos em que o agressor circula livre, em que a vítima vive sob terror, em que a Justiça reafirma que a proteção à vida das mulheres não é prioridade. Essa é a face do patriarcado institucional: a demora como forma de violência. Reconhecer a estrutura não basta. Precisamos despatriarcalizar com obrigatoriedade. Trago para o debate: 1. Para educar carecemos de currículo transformador desde a Educação Infantil; programas de masculinidades de 6-9 meses (não campanhas); educação midiática para desmontar discursos de ódio online. 2. Para decidir é preciso paridade real além das cotas sabotadas; orçamento com exigibilidade e sanções para condicionar repasses à efetiva execução de políticas de gênero; regulação de algoritmos que amplificam violência de gênero; responsabilização de plataformas digitais; Pacto Nacional com obrigatoriedade federativa e com cobrança efetiva da aplicação da lei Lei 14.899/24 . 3. Para efetivar, devemos falar em obrigatoriedade de grupos reflexivos para agressores; formação obrigatória em gênero; monitoramento de movimentos machistas e suas conexões com violências físicas; equipamentos de proteção à mulher em todos os municípios, não apenas nas capitais. O feminicídio não espera slogans. Exige transformação estrutural. Em nome das 13 mulheres que perdemos no Norte de Minas, proponho que este ciclo assuma a despatriarcalização como eixo norteador. O patriarcado se reinventa, nas instituições, nas redes, na rua, nos governos locais que ignoram. Precisamos nos reinventar para desmontá-lo, com pactos e políticas que se pautem na obrigatoriedade, não indicação.
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Jeisiâni Queiroz
Viçosa/MG12/03/2026 às 11:49
Bom dia!! Ouvi recentemente que um pai matricularia a filha no jiu-jitsu para que ela desse um 'mata-leão' em vez de um 'plié' ao ser agredida. Precisamos massificar o debate de gênero nas escolas para que nossas crianças levem a cultura do respeito para dentro de casa. Não podemos normalizar a barbárie. Precisamos de políticas que garantam direitos e mudem mentalidades, para que a segurança da mulher não dependa apenas da sua força física, mas de uma estrutura social que a proteja e a respeite. Precisamos sim da união de todas as instituições para que consigamos “Educar para não precisar guerrear”. Precisamos levar essa conscientização à sociedade para que as crianças transformem seus lares.
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Bia Inácio
12/03/2026 às 11:44
Comentário removido pelo autor.
Elivânia
João Monlevade/MG12/03/2026 às 11:24
Fala potente Deputada Beatriz!
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Paula Dias Bevilacqua
Belo Horizonte/MG12/03/2026 às 11:12
Bom dia! Paula Bevilacqua, Fiocruz Minas.
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Aline
Viçosa/MG12/03/2026 às 10:51
Aqui em Viçosa temos discutido, corriqueiramente, com os alunos das escolas municipais sobre violências contra meninas e mulheres. É um trabalho de formiguinha, mas seguimos crentes que mais pessoas se unirão a este trabalho tão importante. É muito importantíssimo que haja um trabalho conjunto e indisciplinar. Temos pensado em parcerias de instituições presentes no município, ressaltando o apoio da Coordenadora de Políticas Públicas.
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Elivânia
João Monlevade/MG12/03/2026 às 10:49
Excelente iniciativa Dra. Denise! Como nós do interior podemos ter acesso ao guia e ao projeto ?
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Elivânia
João Monlevade/MG12/03/2026 às 10:29
É isso! Estas questões PRECISAM ESTAR NAS ESCOLAS, DIARIAMENTE!!! A previsão da Lei Maria da Penha tem 20 ANOS, crianças deveriam estar sendo preparadas por nós HÁ 20 ANOS! Com certeza , ABSOLUTA, teríamos números muito menores se tivesse sido implementado há 20 anos!
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Isabel
Montes Claros/MG12/03/2026 às 10:27
Essa semana está circulando um vídeo do que fazer de agressão e até como tirar a vida de Mulheres que neguem um pedido de casamento
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Isabel
Montes Claros/MG12/03/2026 às 10:25
Absurdo isso..Masculinidades muito tóxicas
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Juliana
Itabira/MG12/03/2026 às 10:24
Advogada das mulheres em Itabira e representante da OAB/MG na Comissão Estadual de enfrentamento a violencia contra as mulheres, presente e atenta para fortalecer as ações no interior
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Elivânia
João Monlevade/MG12/03/2026 às 10:09
Verdade Deputada Lohana! Somos as mesmas, sempre!
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Elivânia
João Monlevade/MG12/03/2026 às 09:56
Bom dia! Elivânia Braz, vice presidente da Comissão Estadual de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres da OAB/MG e presidente da AMA- Associação Mulheres em Ação de João Monlevade, presente, acompanhando tão rico debate!
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