Pronunciamento

Discurso

Autor:
DEPUTADO DOUTOR JEAN FREIRE

Data: 29/03/2016   Hora: 14:00


Partido:
PT


Tipo:
Discurso


Resumo:
Comenta as supostas contradições entre o discurso e o comportamento de parlamentares com a mudança do governo estadual.


Assunto:
ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL.
(ALMG).


Aparteante:
DURVAL ÂNGELO, GEISA TEIXEIRA


Reunião:
Tipo: ORDINÁRIA Número: 17 ª Data: 29/03/2016 Hora: 14:00


Legislatura: 18 ª Sessão Legislativa: 2 ª Tipo da Sessão: ORDINÁRIA


Publicação: Diário do Legislativo em 02/04/2016 Pág: 9 Col: 1


17ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 18ª LEGISLATURA, EM 29/3/2016

Palavras do deputado Doutor Jean Freire



O deputado Doutor Jean Freire – Boa tarde, caro colega, presidente Hely Tarqüínio, que tão bem cumpre o seu papel aqui. Boa tarde, deputados, deputadas, telespectadores que nos veem e, em especial, servidores da educação. Sei que muitos vieram de tão longe e alguns estão por chegar amanhã. Vários companheiros do Vale do Jequitinhonha e do Vale do Mucuri estarão aqui também juntos. Alguns já estão. Muito obrigado por estarem aqui.

Quando nos programamos para falar, às vezes vimos com a ideia de fazer um discurso, mas, no decorrer dos trabalhos, muda-se muito porque não somos obrigados a ficar escutando abobrinhas, abobrinhas e abobrinhas. Então, temos de realmente subir à tribuna. Tinha muita coisa importante para discutir de interesse da população e vou tentar no meu tempo explanar. As pessoas que veem a TV Assembleia às vezes veem alguns companheiros falarem. Por exemplo, ao ligar a televisão, a criança deve falar assim: “Mamãe, papai, está repetindo o mesmo assunto de novo”.

Antes de me tornar deputado, sempre via a TV Assembleia e continuo assistindo. Eles fazem um trabalho maravilhoso de formação, e luto para as cidades que ainda não têm passem a ter a TV Assembleia. Essa equipe faz um trabalho muito bonito e leva a construção para muitas pessoas. Sou deputado há pouco mais de um ano e lembro-me que via muito o Rogério falar, bem como o Durval, o Adalclever e o Sávio.

E, quando cheguei aqui, vi que o discurso deles continua a mesma coisa, defendendo a educação, defendendo a saúde, defendendo os professores. O governo mudou, e o discurso deles continua defendendo as pessoas. E é assim que tem de ser. Esse discurso, sim, acho que pode ser o mesmo. Espero, se Deus me der a oportunidade de continuar exercendo este meu papel, independentemente de o governo mudar, que o meu discurso seja em defesa das conquistas sociais, da educação, dos professores. Que seja em defesa de todos os funcionários da educação, até porque, com muito orgulho, sou filho de uma servente escolar. Até porque, com muito orgulho, durante anos e anos usei o Ipsemg. Até porque, com muito orgulho, frequentei os bancos das escolas públicas. E acho que as conquistas devem ser sempre um somatório, independentemente do governo que vem, do governo que vai.

Eu vi esses deputados cujos nomes citei defenderem essas causas e me espelhei muito neles, para um dia chegar aqui e fazer essa mesma defesa. Mas há deputado que parece que agora virou sindicalista; há deputado que agora sobe aqui e diz: “E as nossas criancinhas, as nossas criancinhas estão morrendo. Imaginem, na fila do SUS, as nossas criancinhas”. Virou sindicalista de uma hora para outra, virou defensor da educação de uma hora para outra. E vou fazer sempre o desafio: mostrem-me as notas taquigráficas daqueles que sobem aqui somente para atingir o governo; mostrem-me as notas taquigráficas das suas falas no governo passado. Há pouco tempo ouvi aqui dizer que o governo Pimentel fez um contingenciamento na saúde. É verdade, fez; mas não ouvi dizer que, em 2014, foi bem maior o contingenciamento. Pedi e até hoje não recebi as notas taquigráficas desse deputado. Vou evitar falar nome; senão será pior. Mas vocês sabem, vocês são inteligentes.

Com a mesma vontade com que sobem nesta tribuna para dizer que estão defendendo a educação, que votarão no projeto da educação, eu queria saber onde estavam quando tiraram R$3.800.000.000,00 do Funpemg. Eu queria saber onde estavam, qual a defesa que fizeram. Eu queria saber onde estavam quando aniquilaram, destruíram o plano de carreira da educação. Eu queria saber. É interessante: mudou o governo, o discurso mudou.

Sou obrigado a ficar ali embaixo e ouvir: “Os problemas de Brasília ficam lá”. Não, senhores. Ainda mais vocês, que são educadores. Os problemas de Brasília não podem ficar lá, eles dizem respeito a cada um de nós. Eu queria ouvi-los dizer aqui. E falo não olhando para a câmera da TV, mas olhando para vocês. Eu queria ouvi-los dizer o seguinte: “Erro, quem quer que seja tem de pagar. Quem quer que seja tem de pagar, seja do meu partido, seja de outro”. Não vejo. Eles escolheram uma época, escolheram um partido político, e parece que é esse que tem de pagar por todos os males que fizeram a este país em tantos anos, em tantas décadas. Eles querem que o povo esqueça as conquistas. Dizem que não temos de falar das conquistas sociais. Enquanto estão tentando embutir isso na cabeça do povo, ouvi dizer aqui de terceirização. Não fomos nós que, lá no Congresso, votamos a favor de terceirização. Não fomos nós. Enquanto isso essas leis são votadas.

Há poucos dias, fazendo uso da palavra, disse que, para sermos realmente éticos, para cumprirmos o que é correto, deveríamos, todos os partidos, sem exceção, dizer: investigue, investigue, sim, todos; puna, puna, sim, todos. Não pode ser desse jeito que tentam fazer. Ninguém está acima da lei, realmente ninguém está acima da lei, ninguém, nem juízes estão acima da lei. Mas é verdade também que a lei tem de valer para todos. Há gente cujo nome aparece mais na Lava Jato que no Senado; o nome aparece mais na Lava Jato que em Minas Gerais. Vou procurar não dizer nomes, já disse isso. Vocês é que estão dizendo. Não vou dizer nomes, mas há gente que aparece muito mais em delação que em seu próprio estado. E aí? Aí nem investigam? Nem se levanta uma suspeita? Que se faça com todos. Há gente até que leva uns apelidos engraçados, não é? Há gente que é chamado de Mineirinho, engraçado, Mineirinho, não é? De Caranguejo, de Nervosinho. Como é, Durval? (- Intervenção fora do microfone.) Chato, o mais chato. Só ouço dizer aqui “o mais querido”, mas, na delação, dizem que é o mais chato. Há gente, aliás, que parece ser tão religioso, que adora um terço, tudo é um terço para ele. Isso não sou eu quem diz, não.

Pois não, companheiro Durval.

O deputado Durval Ângelo (em aparte)* – Amigo Jean Freire, quero elogiar sua intervenção. V. Exa. é um deputado de primeiro mandato, mas traz muito da dor, do sofrimento, da alegria e da cultura do Vale do Jequitinhonha. V. Exa. mostra com precisão que tem acompanhado bem os acontecimentos e já se posiciona aqui como um deputado experiente.

Queria lembrar que 15h30min é o horário de começarmos as votações. Precisamos de 39 deputados aqui para vencermos a etapa dos vetos, então peço aos deputados que estão em seus gabinetes, aos que estão no Salão Vermelho, aos que estão atendendo a imprensa e aos que estão em comissões que, daqui a 15 minutos, estejam aqui, porque às 15h30min temos de ter 39 parlamentares no Plenário para apreciarmos os vetos e depois entrarmos na votação de projetos importantes, como o do piso salarial da educação, que foi conquistado neste governo. Era uma promessa, falado até de forma mentirosa em governos anteriores, e, neste governo, está sendo realmente efetivado. Temos de votar esse projeto, o 2º turno e redação final, até dia 10 de abril, para que entre na próxima folha de pagamento retroativamente a janeiro. Então, insisto: temos de vencer os vetos, logo em seguida, para entrarmos nesses projetos.

Agora é horário obrigatório, do pinga-fogo, das intervenções de deputados, mas peço que às 15h30min todos estejam aqui, para o deputado Hely conduzir a votação dos vetos.

O deputado Doutor Jean Freire – Na verdade, aproveitando o preâmbulo que o deputado Durval fez em relação ao que a gente traz aqui…

A deputada Geisa Teixeira (em aparte) – Primeiro gostaria de cumprimentar todos os servidores e educadores presentes. Quero falar do nosso compromisso com a educação de Minas Gerais, nosso compromisso com esses trabalhadores e trabalhadoras que, ao longo da vida, desempenham papel tão importante na formação das nossas crianças e dos nossos jovens. Por isso não poderíamos nos furtar de estar hoje aqui para contribuir também com a nossa votação a favor de Minas Gerais, a favor da educação.

Gostaria também de fazer um comunicado, apesar de já ter sido anunciado na minha região, do Sul de Minas e em toda a cidade de Varginha. No dia 23, quarta-feira passada, o presidente do Ipsemg, Hugo Vocurca, atendendo à nossa solicitação, esteve em Varginha, onde haverá atendimento não somente no Hospital Varginha, mas também no Hospital Humanitas daquela cidade. Isso significa uma conquista para os servidores e servidoras, uma vez que terão uma nova porta de entrada para seus atendimentos. Além do mais, terão atendimento de alta complexidade, o que não ocorria. Muitas vezes, as pessoas tinham de viajar, sair do município para fazer, por exemplo, uma cirurgia cardíaca. Agora, o contrato, o convênio já foi assinado. E, a partir do início de maio – porque no momento o hospital está passando por obras –, ele estará aberto, propiciando aos trabalhadores e às trabalhadoras do Estado de Minas Gerais essa nova conquista. É isso que gostaria de dizer.

Estamos contando também com os nossos nobres colegas, deputados e deputadas, para que estejam aqui, hoje, para este nosso compromisso com a educação, de votar a favor da educação de Minas Gerais. Muito obrigada.

O deputado Doutor Jean Freire – Obrigado, Geisa. Nos meus encaminhamentos finais, vou falar o que na verdade queria tanto falar, aproveitando a fala do Durval. Este deputado, que traz a dor e a alegria do Jequitinhonha e que toda semana está aqui, com muita dor mesmo, porque enfrenta as estradas em péssimas condições – ontem cheguei com uma dor na coluna tremenda –, veio aqui dizer que o jornal Estado de Minas está cantando. Que bom que está cantando. Melhor cantar, esbravejar e não deixar as pessoas falarem. Que bom que está cantando e que isso está começando a acontecer. Espero muito mesmo e acredito que, em breve, ele cantará em todo o Estado, de preferência nas regiões que mais precisam.

Com todo o respeito a vocês que estão aqui – talvez haja gente do Sul, do Triângulo –, amo este estado, mas ele precisa cantar para as regiões que mais precisam. Tenho a certeza de que em breve ele fará isso.

Para terminar, meu ilustre presidente, espero que usemos este espaço para divergir sem ódio, discordar com respeito e até brigar, mas com amizade. Muito obrigado.

* - Sem revisão do orador



Compartilhe:
Twitter Facebook
Email Versão para impressão

Perguntas Frequentes

  • Que pronunciamentos estão disponíveis no portal?

    Estão disponíveis os pronunciamentos de deputados feitos nas reuniões de Plenário e em eventos institucionais como seminários legislativos, fóruns técnicos e ciclos de debates. Podem-se pesquisar declarações de voto; discursos e apartes; questões de ordem; e decisões do presidente da Assembleia sobre os trabalhos legislativos.
    Também estão disponíveis pronunciamentos feitos por palestrantes, debatedores e demais participantes nos eventos citados.
    O resultado de pesquisa exibe pronunciamentos integrais a partir de 2001. Dados referenciais estão disponíveis desde 1988.

  • Quando os pronunciamentos estão disponíveis para consulta no portal?

    Os pronunciamentos estão disponíveis para consulta no dia seguinte ao de sua publicação no diário oficial do Estado.

  • Os pronunciamentos são editados antes de serem liberados?

    Os pronunciamentos não são editados. O que é feito, ao final das reuniões do Plenário, é a revisão e a montagem das notas taquigráficas dos discursos.

Veja também