Pronunciamento

Discurso

Autor:
DEPUTADO DOUTOR JEAN FREIRE

Data: 10/06/2015   Hora: 14:00


Partido:
PT


Tipo:
Discurso


Resumo:
Comenta a gestão do governador Fernando Pimentel e a importância do lançamento do programa estadual de participação popular Foruns Regionais. Declara posição favorável ao projeto de lei que dispõe sobre a política remuneratória das carreiras dos profissionais da Educação Básica do Estado.


Assunto:
ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL.
ENSINO PÚBLICO ESTADUAL.
EXECUTIVO.
PESSOAL.


Aparteante:
MARÍLIA CAMPOS, CRISTIANO SILVEIRA


Reunião:
Tipo: ORDINÁRIA Número: 46 ª Data: 10/06/2015 Hora: 14:00


Legislatura: 18 ª Sessão Legislativa: 1 ª Tipo da Sessão: ORDINÁRIA


Publicação: Diário do Legislativo em 19/06/2015 Pág: 32 Col: 1


Proposição Citada:
PL. 1504 2015 - PROJETO DE LEI


46ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 18ª LEGISLATURA, EM 10/6/2015

Palavras do deputado Doutor Jean Freire


O deputado Doutor Jean Freire – Sr. Presidente, que tem conduzido os trabalhos de maneira maravilhosa e com quem tenho aprendido muito, nesta semana fiquei feliz, pois há uma matéria sobre sua pessoa, e ela diz a verdade sobre o que V. Exa. é. Caras colegas deputadas, caros colegas deputados, telespectadores, funcionários desta Casa, é um prazer imenso estar aqui, mais uma vez, nesta tribuna.

Queria falar um pouco do nosso governo e não queria remoer e voltar atrás, mas, como disse o companheiro deputado Vanderlei Miranda, há poucos dias – e gostei muito de sua fala –, às vezes, é preciso olhar no retrovisor, e isso acontece quando pisam no nosso calo. Se não olharmos no retrovisor para ultrapassar um carro, de repente, pode vir outro e bater no nosso. Então, é preciso olhar no retrovisor.

Parece que de um tempo para cá tudo é culpa do governo do Estado de Minas. Antes, a culpa era do governo federal. Vejo alguns companheiros subirem aqui para falar do neoliberalismo e fico feliz, pois estamos ganhando parceiros nessa luta. Quero convidá-los para outras lutas maiores.

O problema da saúde, deputado Cristiano, agora é problema nosso. O desmando, o descaso, tudo que ocorreu neste estado por 12 anos agora é problema nosso. Começou no dia 1º de janeiro o problema da saúde. Visitei alguns hospitais e vi como a situação é deprimente, vi como esse estado foi recebido. No antigo CGP, a gente vê como as nossas crianças eram tratadas, o local em que eram recebidas e ainda são, porque não dá para mudar tudo da noite para o dia. Imagino uma mãe que sai do interior e traz o seu filho para fazer tratamento aqui.

Então eu vejo isso com muita tristeza. O processo eleitoral tinha de acabar em outubro. Os nossos telespectadores esperam um discurso de alto nível, de bom-tom, e não acusações infundadas, indicando culpados. Não é para isso que venho aqui, mas temos de dizer como recebemos a saúde. Falaram em perseguição. Na administração do nosso companheiro Lula e da nossa companheira Dilma, nunca ouvi um prefeito dizer que era perseguido, mas ouvi o oposto, ou seja, que era perseguido pelo governo do Estado. Antes queriam saber o partido do prefeito, do vereador, da vereadora. Não via isso no governo federal. Foi assim na distribuição de máquinas aos municípios. Prefeitos de todos os partidos receberam ao mesmo tempo, atendendo as suas necessidades, a questão do semiárido e outras.

Mas ouço dizer aqui que o governo perseguiu e persegue Minas Gerais, que o governo foi e ainda é maldoso. Depois dos municípios, quem mais investiu em saúde foi o governo federal. E ainda dizem que perseguiu o Estado. Ele perseguiu tanto, que um governador – prefiro não lembrar o nome, como faz o companheiro Durval Ângelo – estava sempre junto do companheiro Lula. Aliás, para dar nome a programas, como o Mães de Minas, eles eram fantásticos. Acho que contratavam um marqueteiro para cada programa, principalmente os do governo federal que vinham para Minas, para mudar. Uma mentira dita mil vezes pode se tornar uma grande verdade. E é uma grande mentira.

O meu intuito não era falar sobre isso. Depois de mais de 100 dias desta 18ª Legislatura, tenho aprendido muito, Sr. Presidente. No início, ficava um pouco assustado quando via o Plenário vazio. Às vezes vemos fotos do Plenário vazio no jornal. Certo dia, falei sobre isso com a companheira Marília. Depois, no dia a dia, vamos compreendendo e aprendendo muito. Tenho dito no interior que me orgulho de fazer parte desta Casa, que considero a melhor entre as assembleias legislativas deste país.

Neste momento a Casa está vazia, mas temos companheiros em comissões, em audiências públicas pelo Estado inteiro. Tenho aprendido muito nesta Casa com todos, inclusive com os deputados da oposição, aqueles que fazem oposição não por fazer, não meramente com o discurso fazer por fazer. Tenho, repito, aprendido muito.

Sr. Presidente, temos andado pelos caminhos de Minas nesses 120 dias aproximadamente. O nosso carro está com cerca de 32.000km rodados. Todo final de semana, faço questão de voltar aos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri para estar onde as pessoas estão, onde aqueles que nos elegeram estão. Sinto que as pessoas estão esperançosas, enxergando para que esse governo veio. Alguns dizem que este estado foi esquecido pelo governo federal. Quero lembrar aqui o meu filho de 8 anos de idade, quando viu o resultado da apuração do segundo turno. Ele dizia assim: “Uai, papai, não é esse o governador que dizia que fazia e fazia por Minas Gerais? Mas a Dilma ganhou aqui!”. Esses mineiros enxergaram isso. Enxergaram porque viram que este estado não foi e nem está sendo esquecido. Então me dói muito iniciar a minha fala voltando nessa discussão.

A deputada Marília Campos (em aparte) – Deputado, serei breve. Queria apenas cumprimentá-lo pelo seu pronunciamento, ressaltando que essa postura de V. Exa. é louvável. No processo eleitoral, V. Exa. foi convencer os eleitores, conquistá-los. Foi eleito e, certamente, estabeleceu o compromisso de representar a sua região, de trazer as demandas para esta Casa, de negociá-las com o Executivo, e, com toda a certeza, está dando retorno para ela. Esse compromisso de ir lá pedir o voto e voltar depois é fundamental para disseminar a esperança, para que as pessoas acreditem que político serve para representar o interesse da população.

Puxando o gancho com essa concepção de mandato que V. Exa. tem, quero apontar que ela deve ser a mesma que elegeu o governo Pimentel. A distribuição em 17 regiões não é a grande inovação do estilo de governar do governo Pimentel. A grande inovação que ele terá será a de governar para toda a Minas Gerais, de governar com a população. Ele esteve lá, presente na época da eleição, pedindo votos. A grande alegria para a população vai ser voltar agora. No dia 11, estará em Montes Claros não apenas para falar que voltou, mas para falar que quer governar junto com a população. Para isso tem de ouvir quais são as principais demandas que ela irá apresentar. Esse é o estilo de governar do governo Pimentel. Essa certamente será a grande inovação que Minas terá: governar para toda a Minas Gerais, governar com a população. Muito obrigada.

O deputado Doutor Jean Freire – Obrigado, companheira Marília, por sua contribuição.

O deputado Cristiano Silveira (em aparte)* – Deputado Doutor Jean Freire, peço a V. Exa. a gentileza de um minuto do seu tempo apenas para esclarecer sobre a minha intervenção anterior. Quando falo que há algo novo que o nosso governo apresenta, ainda no espírito do ouvir para governar, não é somente, deputado Jean – e aí respondo ao deputado Antônio Jorge –, a questão da distribuição geográfica das regiões, como se dará essa distribuição das cidades, dos municípios nas regiões. Isso, no meu entendimento, é importante, mas não é o principal. O fundamental é a capacidade do governo de ouvir as propostas, as demandas e os problemas. E mais que isso, pois pode ser que, de certa forma, não haja inovação em criar espaço para se ouvir, mas é o que fazemos com isso depois, o que efetivamente implementamos a partir daquilo que foi ouvido.

O governador Fernando Pimentel, quando prefeito, implementou em Belo Horizonte o Orçamento Participativo. O resultado dessa ação são várias indicações feitas pela população e que foram efetivamente executadas pelo então prefeito Pimentel e hoje governador. O que estamos dizendo é de um portfólio, de um cartão de visita que o governador traz de, efetivamente, implementar aquilo que a população aponta. Não é somente ouvir, porque alguém pode dizer que andou ouvindo lá para trás, mas a população não teve efetivamente a resposta do que ela disse.

Vou concluir, deputado, mas antes agradeço a V. Exa. Vou abordar um dos maiores problemas que temos em termos de distorções regionais. Aliás, acho que os fóruns têm de nos ajudar a corrigir essas distorções. O senhor é de uma região carente, uma região que tem problemas no índice de desenvolvimento humano e econômico.

Os levantamentos demonstram que aportaram, no solo mineiro, 356 grandes empreendimentos. A maioria concentrou-se nas Regiões Sul, com 129, e Central, com 12, o que aprofundou a desigualdade econômica e social no Estado. Estima-se que 75% do PIB estadual é gerado por apenas 4 das 10 regiões mineiras.” Deputado Doutor Jean Freire, é esse tipo de coisa que esperamos, que temos expectativa que os fóruns possam nos ajudar a resolver.

Agradeço a V. Exa. o aparte.

O deputado Doutor Jean Freire – Obrigado, deputado Cristiano Silveira. Sr. Presidente, nesses 2 minutos vou falar sobre as conquistas deste governo. Eu me sinto orgulhoso em ter participado, na semana passada, da votação a favor dos professores. Hoje vi ser cobrada a votação da saúde, e ela virá, Sr. Presidente. Foi assinado todo o acordo, e ela virá, como veio a dos professores. Vi professor entrar aqui chorando, dizendo que, na última vez em que esteve nesta Casa, em 2011, durante a greve, viu seus companheiros serem algemados. Quero agradecer de maneira especial a esse governo, por não ter usado força policial, pit bull. Agradeço também a nossa querida Beatriz Cerqueira. Ela foi peça fundamental na condução desses trabalhos.

Também não poderia deixar de parabenizar o governo pelos fóruns. Ontem foi lançado o Fórum Regional de Governo. É uma nova metodologia, é algo novo, algo que nos fará, com certeza, aprender muito com o povo. O governo foi até o povo, na pré-campanha, ouvir para governar. Agora o governo volta não simplesmente para ouvir, mas para trazer o povo para participar. Isso é muito importante. Viemos de uma região do Vale do Jequitinhonha e do Vale do Mucuri. Tenho certeza de que o povo de lá terá muito a contribuir para esse governo governar com as pessoas, que é um dizer diferente. Governar para as pessoas é algo diferente de governar com as pessoas. Quero parabenizar esse governo, que amanhã estará em Montes Claros. No próximo dia 19, o governo estará presente no Vale do Jequitinhonha, ouvindo as pessoas, governando junto com as pessoas. Isso é algo novo, e com certeza todos os deputados têm a aprender. Convoco os deputados a participarem, deputados de governo e de oposição. Convoco toda a população mineira, a população do Vale do Jequitinhonha, do Vale do Mucuri, do Rio Doce e do Norte, a participar. Venham pela primeira vez dar sua contribuição: governar com o povo. Parabéns, governador. Parabéns a toda a sua equipe. Amanhã o Norte de Minas estará de braços abertos recebendo essa equipe.

* - Sem revisão do orador.



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