DEPUTADO AGOSTINHO PATRUS (PSD), Presidente
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/06/2022
Página 75, Coluna 1
Assunto ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ALMG).
20ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 23/6/2022
Palavras do presidente (deputado Agostinho Patrus)
O presidente – Muito obrigado, deputado João Vítor Xavier. As palavras de V. Exa. reafirmam o meu entendimento de que, ao homenagearmos aqui os produtores de queijos da Canastra, não estávamos perdendo tempo. Uma publicação americana das renomadas coloca o queijo da Canastra como o melhor queijo do mundo. Portanto, incentivarmos esses produtores num trabalho que vimos fazendo, com o apoio também do deputado Antonio Carlos Arantes, com o apoio do deputado Cássio Soares, por mais de 15 anos, rende frutos.
Que bom que não perdemos tempo! Que bom que, na conta financeira, esta Casa ganhou! Que bom que na hora de se fazer a conta das despesas, a Assembleia foi produtiva! Que bom que as discussões foram aqui tratadas! Eu peço a Deus que perdoai aos ignorantes, perdoai àqueles que pensam que a vida se restringe ao dinheiro, que a vida se restringe aos R$2,00 para lá, R$2,00 para cá. Perdoai a esses ignorantes, senhores. Perdoai a esses que entendem que a administração pública, que a gestão de pessoas, que o cuidado com o ser humano está restrito a R$2,00. Perdoai àqueles, senhores, que, ao não votar e ao desconhecer o “sim” e o “não”, votam em branco. Branco, porque são covardes; branco, porque não têm coragem de botar a sua cara! Aqui neste Plenário, nós votamos voto aberto, para que a população veja o posicionamento de cada um de nós. E aí alguns vão lá e votam em branco. Acovardam-se, acovardam-se! Se são contra o projeto, votem contra! Não subam ao Plenário para dizer que vão votar em branco.
Perdoai a esses ignorantes, senhores. Perdoai a esses que acham que a vida das pessoas se resume a dois ou três bilionários em Minas Gerais. Perdoai a esses, que, por eles motivados e incentivados financeiramente, sobem a esta tribuna para defender somente os ricos. Perdoai, Senhor, àqueles que, ao fazer a conta da sua atividade, ela se restringe à redução dos custos e não à produção nesta Casa. Perdoai àqueles, Senhor, que tem no discurso fácil, no discurso da internet, na curtida fácil, a sua pauta. Perdoai, senhores! Perdoai, Senhor, àqueles que se entendem melhores que todos os outros, que se acham no direito de criticar os demais 76, porque se entendem superiores. Perdoai, Senhor, a ignorância e a arrogância daqueles que, jovens e novos – novos! –, irão aprender na sua trajetória. Perdoai, Senhor, àqueles que, na sua ignorância e na certeza da ignorância, sobem aqui para ditar regras, chamar a atenção de 76 deputados, que não estão aqui no seu primeiro mandato, não, já foram reeleitos, já foram reconfirmados pela população. Perdoai-os, Senhor. Perdoai a esses que, ao subir aqui, se colocam melhor do que todos os demais; perdoai a ignorância dos novos, Senhor. Perdoai, Senhor, a ignorância desses novos que aqui chegaram por um acaso da vida, por um acaso de um problema, por um acaso de uma sociedade, e aí se sentem melhor do que todos os outros. Os novos passarão; os arrogantes ficarão pelo caminho. Os incentivados pelos bilionários terão a sua demonstração, o seu trabalho demonstrado aqui, nesta Casa. Vamos abrir as contas de quem paga as contas das campanhas! “Eu não uso fundo eleitoral, mas defendo os bilionários.” Poxa, mas que coisa bonita! É isso que nós estamos vivendo: o Parlamento dos novos, que se acham no direito de não se posicionar, mas de criticar esta Casa, de criticar esta Assembleia e de apresentar a seus eleitores: “Eu reduzi R$2,00, eu sou eficiente”. Qual é a eficiência? Esta é a palavra que precisa ser aqui dita.
Vários aqui disseram: “Se nós não pudermos, nesta Casa, exaltar o trabalho do mineiro, exaltar o trabalho da nossa população, exaltar aqueles que nos trazem alegria e emprego...” Ontem havia 60 mil pessoas no Mineirão. Quantos estavam lá trabalhando? E nós não podemos, não, sabem por quê? Porque vai custar duas folhas de papel, deputado Ulysses Gomes, porque, no meu relatoriozinho que eu fiz na vida, eu economizei R$100,00. O problema, deputado Ulysses Gomes, é que a régua é diferente, a régua é com o dinheiro, não é a régua pensando na população, pensando num sujeito humilde que saiu da casa dele, assim como o deputado João Leite, cresceu na vida pelo esporte e honra este Parlamento com sua presença, com seu trabalho. Estes não podem ser homenageados, mas aqueles que são incentivados pelo Estado, não pagam impostos, não recolhem o que devem recolher, estes merecem a homenagem, estes vão para a internet dizer: “Está tudo errado. Vamos privatizar a Petrobras. Eu estou aqui diminuindo a ação da Petrobras, e o combustível está R$8,00”. Esse é o trabalho dos competentes, esses são os que se medem pela régua do dinheiro. Ainda bem que neste Parlamento ainda vale a regra da correção, a regra do coração, a regra do sentimento pelo próximo.
Desculpem, mas eu não posso me calar diante da injustiça que foi feita nesta Casa com os deputados por alguém que sobe a este Plenário para poder chamar a atenção desta Casa, com a autoridade de quem, na vida, escreveu na sua internet: “Eu diminuí meu custo R$10,00”. Parabéns! Esse é o resultado que deu a Minas, esse é o resultado que eles entendem. “Nós reduzimos R$10,00 das despesas, nós não melhoramos a vida que ninguém, nós não atendemos os pobres, nós não cuidamos das pessoas carentes, nós votamos contra o apoio de R$600,00, o único que foi feito neste estado.” Esse é o resultado dessa gente que acha que subir aqui e criticar os outros vai elegê-los. E tem gente que fica aí retuítando essas bobagens que são ditas aqui, que quer vir aqui chamar a atenção dos outros, mas qual é a única coisa que fez na vida, a única coisa que fez na vida? Foi apresentar um relatoriozinho de que não gastou R$3.000,00 de despesa na Assembleia. Parabéns! Vão ficar pela história assim, vão passar para a história assim, não como aqueles, como tantos exemplos que nós temos aqui de deputados que cuidam das pessoas, que pensam no próximo, que pensam neste estado. É importante mostrar a diferença, é importante mostrar que aqueles que se entendem cheios de si, cheios de arrogância para subir aqui, não fizeram nada durante quatro anos por Minas Gerais, nada, nada por Minas Gerais! Então este é o meu posicionamento, essa é a posição do presidente desta Casa. Aqui não se valoriza continha de R$10,00, não! Aqui se valoriza serviço, o que se faz bem pela população.
V. Exa. não tem a palavra, V. Exa. já discutiu. V. Exa. já discutiu. Com a palavra, o deputado Arlen Santiago, pela internet. Com a palavra, para encaminhar a votação, o deputado Arlen Santiago.