Comissão lembra 90 anos do voto feminino no Brasil
Luta das mulheres por direitos e por mais representatividade na política será debatida nesta quarta-feira (16).
15/03/2022 - 15:25Os 90 anos da conquista do voto feminino no Brasil serão lembrados em audiência pública que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove nesta quarta-feira (16/3/22), às 9 horas. A reunião, solicitada pela presidenta da comissão, deputada Ana Paula Siqueira (Rede), será realizada no Auditório José Alencar.
O direito ao voto foi estendido às mulheres pelo Código Eleitoral promulgado pelo presidente Getúlio Vargas no dia 24 de fevereiro de 1932. Até então, as mulheres eram excluídas da participação política, uma vez que a Constituição Federal de 1891 havia instituído o voto secreto e universal restrito somente aos homens.
Para debater a importância da luta das mulheres por direitos e por mais representatividade na política, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher convidou especialistas e lideranças políticas. Entre as presenças confirmadas para o debate virtual, estão a ex-senadora Marina Silva e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Marcos Lincoln dos Santos.
Acompanhe a reunião ao vivo e participe do debate.
Em entrevista ao programa Mundo Político, da TV Assembleia, a deputada Ana Paula Siqueira lembra que as mulheres representam 52% da população brasileira, mas ocupam apenas 12% das cadeiras do Senado, 15% da Câmara dos Deputados e 12% da ALMG. “Precisamos aumentar esses percentuais. Quando nós, mulheres, ocupamos os espaços de decisão, melhoramos a vida não só das mulheres, mas de todas as pessoas”, defende.
A parlamentar acredita que o conservadorismo e o machismo estrutural afastam as mulheres brasileiras da participação política. Ela defende que a representação feminina no Poder Legislativo é fundamental para a elaboração de políticas públicas voltadas para as mulheres. “Nossa presença traz mais sensibilidade e contribui para uma visão mais diversa do todo”, argumenta.