Belo Horizonte, 2 de setembro de 201020:52
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Agenda Cultural

Setembro 2010

Galeria de Arte

8 a 24 - Mostra individual de fotografias de Thaiz Brant Heringer - Nascida em Brasília, Thaiz acompanhou o desenvolvimento da Capital Federal. Não só da construção da cidade, inovadora e moderna, mas também da formação da diversidade sociocultural da sociedade brasiliense. Entre 1988 e 2007, mudou-se para Belo Horizonte e, cercada pelas montanhas, viu sua inspiração aumentar. Atualmente residindo em São Paulo, a artista deixou-se envolver pelo movimento intenso e a constante vocação desenvolvimentista da cidade. O gosto pela artes nasceu desde cedo e, apesar de não ter formação em artes plásticas, Thaiz participou de vários cursos de desenho, pintura e cerâmica e desenvolveu trabalhos em tecido e fios, atenta aos mais variados eventos culturais e artísticos, sempre, no entanto, nos bastidores. Em 2009, a foto "A Dança do Elefantinho", de sua autoria, foi escolhida pela sociedade Ornitológica de Minas Gerais, como uma das 100 melhores fotos de natureza que integraram o I Salão de Fotografias da Natureza, apresentado no Palácio das Artes e nas Prefeituras de Nova Lima e Ouro Preto. A partir daí, a artista realizou várias exposições e incorporou a fotografia como forma de expressar sua arte. Participou da II Bienal de Artes de Brasília nos meses de dezembro de 2009 e janeiro de 2010. Em abril, apresentou o quadro "ad aeternum" na exposição Brasília 50 anos, realizada pelo Senado Federal. O trabalho desenvolvido pela artista é experimental e bastante intuitivo; está no limiar entre as artes plásticas e a fotografia digital . Essas artes transitam uma pela outra em busca de diálogo e complementação. As cores têm um destaque especial em suas obras. A artista utiliza máquinas digitais disponíveis, porém não interfere no colorido captado no momento do "click". Thaiz prefere trabalhar com luz natural e não utiliza programas de edição de imagens para modificá-las. Em seus trabalhos pode-se ver um belíssimo jogo de luz e sombras onde as cores se mesclam e criam um movimento solto. Os vidros e suas texturas estão sempre presentes nos seus trabalhos, pois através deles a artista encontra formas diferentes e ocultas, mas que se revelam prontamente ao olhar. As fotos são impressas em tamanhos variados, podendo estar sobre papéis de diferentes texturas, alumínio escovado, tecido, telas e laminados, sempre se adequando ao local das exposições e ao ambiente de que farão parte.

Teatro

27/8 a 12/9 - Deuses (teatro para adultos) - O espetáculo conta a história das várias versões sobre o surgimento do universo, tendo como único personagem o deus do Teatro, Dionísio, que narra passagens da história da humanidade a partir de seu ponto de vista. A peça fala dos homens, dos deuses, das civilizações antigas e de seus reflexos atuais através de questionamentos como "Deus criou o homem e a terra?", "O universo surgiu do big bang?" "Será que o homem é realmente mais evoluído do que o homem de milênios atrás?". Essas e outras questões são feitas no desenrolar do espetáculo, que é centrado no trabalho de ator, sem aparatos cênicos, e inspirado em grandes artistas mundiais, como Denise Stoklos, Matteo Belli, Andy Kaufman, Charles Chaplin e Karl Valentin. A peça ficou em primeiro lugar na seleção artística para ocupação do Teatro da Assembleia. Dirigido e interpretado por Ederson Clayton. Sextas e sábados, às 21h. Domingos às 19 horas. Ingressos a R$ 20. Meia entrada para estudantes, idosos e servidores da Assembleia que apresentarem crachá. Temporada de 27 de agosto a 12 de setembro. Classificação: 16 anos.

25/9 a 17/10 - O Camaleão e as Batatas Mágicas (teatro para crianças) - Vovô Felício é um idealista, um cientista preocupado em acabar de uma vez por todas com a fome do Nordeste. Para isso, inventou umas "batatas mágicas", capazes de se reproduzir em terreno seco e em pouco tempo. Ele vive no campo com seus netos Maneco e Lúcia com o cão de guarda da casa, Gaspar. Até aí, tudo bem, mas um tal de "Camaleão Alface", velho inimigo do vovô desde que este tentou raptar suas cebolinhas, já soube da nova invenção e pretende roubar as batatas para vendê-las a preço de ouro para os Estados Unidos. Para isso, o Cameleão conta com a imprescindível ajuda de "Shake Boçal", seu fiel comparsa. Mas o que eles não sabem é que terão que enfrentar Maneco, Lúcia e Gaspar, que juntos bolaram um plano para evitar que o roubo aconteça. Texto de Maria Clara Machado. A peça venceu os prêmios de Melhor Cenário e Melhor Luz no 7º Prêmio Usiminas-Sinparc e foi indicada para os prêmios de Melhor Ator e Ator Revelação. Direção de Fátima Carvalho. Com Andréa Baruque, Léo Campos, Paulo Nunes, Renato Canaan, Roberson Domingues, Rodrigo Estevão e Vítor Araújo.Sábados e domingos às 16h30 - Ingressos a R$ 20. Meia entrada para estudantes e servidores da Assembleia que apresentarem crachá. Classificação livre.

Projeto Zás - toda sexta-feira, ao meio-dia

3 - Contando e Cantando o Sertão - Nenzinto, apelido de José Maria Gonçalves, nasceu em Cordisburgo/MG e, juntamente com o violeiro Elvis Carlos de Souza, faz parte do grupo Caminhos do Sertão, que percorre o interior do Estado divulgando em caminhadas ecoliterárias parte da obra roseana. No espetáculo, o contador de histórias e o violeiro narram contos e "causos" ao som da viola caipira. Entre outros temas, são abordadas a música regional dos cantos de aboio - cantos utilizados pelos trabalhadores durante o trabalho na roça -, os versos de domínio público e as cirandas, entre outros estilos, recolhidos pelo escritor em suas andanças pelo sertão mineiro. José Maria é formado em Direito e, desde o colégio, é um admirador da obra de outro, o filho ilustre de Cordisburgo, Guimarães Rosa. Além de contar estórias, faz peças teatrais e aplica oficinas de narração de histórias. O violeiro Di Souza iniciou-se na música em 1994, quando aprendeu a tocar a viola caipira, utilizando um instrumento emprestado. Autodidata, teve como foco inicial a MPB, mas com o passar do tempo descobriu que tinha à sua disposição tema, inspiração, razão e mais do que motivos para dedicar-se à cultura local da cidade onde nasceu e foi criado. No Zás, o contador de "causos" e o violeiro se apresentam sempre acompanhados da viola caipira e, entre um "causo" e outro, realizam trocas de figurinos no palco, dependendo do ambiente abordado em cada um dos contos de Guimarães.

10 - Valsa Binária - A banda é formada por músicos que atuam há anos no cenário musical nacional. O desejo de produzir música de qualidade, sem amarras estilísticas, gerou um repertório tão original quanto inusitado, não só pela própria diversidade de estilos, mas também pela multiplicidade de instrumentos tocados pelos integrantes, como trompete, trombone, flauta e escaleta, entre outros. No Zás, a banda apresenta músicas que estarão presentes no primeiro CD, em fase de produção, que será lançado em setembro deste ano. Formada por Gustavo Saiani (guitarra, teclado, trombone, flauta), Rodrigo Valente (bateria), Alex Reuter (baixo) e Leo Moraes (voz, guitarra e trompete), Valsa Binária é uma banda criativa e totalmente à vontade sob os holofotes que fazem transparecer, nas execuções descontraídas e afiadas, a nítida afinidade entre os integrantes. É assistir e se deliciar.

17 - Absurdo - Show de Humor - Thiago Alves, também conhecido como Thiago Comédia, foi uma das boas revelações do humor em 2009. Vencedor do Festival Nacional de Piadas do Show do Tom, da Rede Record, indicado a ator revelação de MG, através do prêmio Usiminas-Sinparc, ator, humorista de stand up comedy, começou no teatro após se decepcionar com a carreira esportiva: era goleiro, porém só tinha 1,60m de altura. Caracterizado por um estilo de humor explosivo, dinâmico e com muita energia, apresenta textos originais e de sua autoria. Tem como forte característica a capacidade de improvisação. Cria, a partir de situações que acabaram de acontecer, um espetáculo totalmente diferente. Atuou em diversos espetáculos, com destaque para a comédia "Os Exorcistas", onde interpreta o papel da "inocente" menina Alice, uma doce menininha endemoniada que é exorcizada por dois padres que topam tudo por dinheiro. Atualmente, está atuando e produzindo o espetáculo de humor "Absurdo", comandado por ele e com a participação de convidados especiais vindos dos diferentes estilos de comédia stand up. Juntos, retratam o cotidiano com bastante humor, contando situações que levam à platéia à loucura. Participação especial do Mágico Renner. Classificação: 12 anos.

24 - Lula Ribeiro - O cantor e compositor comemora 28 anos de carreira do jeito que gosta: cantando. No Zás, o músico, que recebeu elogios de grandes astros da MPB como Caetano Veloso, Paulinho Moska e Luiz Melodia, apresenta músicas do CD "Palavras Que Não Dizem Tudo", uma retrospectiva de sua obra, com algumas canções inéditas. Nascido em Sergipe, o cantor adotou o Rio como sua cidade. Essa mistura está presente em sua obra, inspirada no Nordeste e no Sudeste. Lula é o único artista local que lotou o Canecão do Rio de Janeiro e já gravou quatro CDs, nos quais inseriu um repertório moderno, destacando-se, entre os discos, aquele que presta uma homenagem a Dolores Duran. Suas músicas são variadas, acompanhadas de letras de humor leve e curiosos jogos de palavras, remetendo a filosofias desconcertantes, à maneira de Jorge Mautner. Nas letras de Lula, a poesia é o ponto alto e, de suas parcerias com vários compositores, saíram músicas como "Muito Prazer", "Porto" e "Algum Alguém", que ele fez com Walney Costa. O amor pelo Rio, lugar que escolheu para morar, é visível em "Janeiro", e a declaração de amor pela terra natal aparece em "Te Amo, Aracaju".

Segunda Musical - toda segunda-feira, às 19 horas

13 - Concerto de Miguel Olaso (guitarra barroca) - La Guitarra En España Y El Nuevo Mundo - Parceria com o Instituto Cervantes de Belo Horizonte.

20 - Frederico Nable (violoncelo) e Ricardo Castelo Branco (piano), Aline Parreiras (flauta) e Daniella Costa (piano), Leíse Renhe (violino), Paula Mendes (violoncelo) e Daniel Augusto (piano).

27 - Sexteto Art Minas - Vítor Dutra (violino I) e Ângelo Vasconcellos (violino II), Alex Alves (viola), Antônio Afonso (violoncelo), Fernando Santos (contrabaixo), Antônio Carlos de Magalhães (Cravo).

Coral - Não há programação prevista.

Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira - Não há programação prevista.

Capela - Não há programação prevista.

Espaço Político-Cultural Gustavo Capanema - Rua Rodrigues Caldas, 30 - Santo Agostinho - 30.190-921 - Belo Horizonte - MG - Tel.: (31) 2108-7826

Endereço almg.gov.br