A instalação do Poder Legislativo em Minas ocorreu a 31
de janeiro de 1835, com o Conselho-Geral da Província. Após a Proclamação da
República foi instalado, em 1891, o Congresso Mineiro, com duas casas: a Câmara
dos Deputados e o Senado do Estado de Minas Gerais.
O prédio abrigou a Câmara dos Deputados no período da República Velha e posteriormente foi sede da Assembleia Legislativa até que um incêndio o destruiu, em 1959.
Em 1930, o decreto que instituiu o Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil dissolveu o Congresso Nacional, os parlamentos estaduais e municipais. A reorganização constitucional do País veio com a Constituição de 1934 e, em 18 de agosto de 1935, foi instalada a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. O golpe de 10 de novembro de 1937 e o período do Estado Novo, porém, provocaram a suspensão das atividades da Assembleia de Minas e das demais casas legislativas do País, durante 10 anos. Convocadas novas eleições, em 1946, a Assembleia mineira volta a se reunir em 1947, desta vez com caráter constituinte. A nova Constituição do Estado é promulgada a 14 de julho do mesmo ano e, no dia 28 de julho, é instalada a terceira Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais.
O prédio da Rua Tamoios, no centro de Belo Horizonte, foi a sede da Assembleia Legislativa de 1947 a 1954. Em virtude do incêndio ocorrido no prédio da Praça Afonso Arinos, a Assembleia retornou para a Rua Tamoios, em 1959. Posteriormente, esse prédio foi sede da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Do prédio da Rua Tamoios, a Assembleia Legislativa foi transferida para a sua atual sede, o Palácio da Inconfidência, inaugurado em 1º de maio de 1972. Em 1990, inaugurou-se o Edifício Tiradentes, anexo da Assembleia, com 23 andares, onde estão instalados setores administrativos do Legislativo, além de gabinetes parlamentares.
De 1947 até hoje, a Assembleia mineira vem funcionando ininterruptamente. Com a ditadura militar, iniciada em 1964, porém, os Legislativos brasileiros ficam esvaziados por mais de 20 anos. Além de executar as políticas públicas, o Executivo passa também a legislar sobre as matérias e assuntos de interesse público. Encerrado o regime militar, o País começa a viver uma onda de redemocratização e, em 1986, a Assembleia de Minas toma as primeiras medidas para iniciar os debates sobre o processo constituinte. Em 1989, um ano após a promulgação da Constituição Federal, o Legislativo Mineiro promulga a Carta Estadual, como resultado da IV Assembleia Constituinte Estadual.
Esse processo consolidou, portanto, a retomada das prerrogativas do Legislativo e a aproximação da Assembleia com a sociedade, para a discussão e elaboração de leis e para o debate de assuntos de interesse direto da população.