Por
quê?
A transição para a democracia no Brasil
criou grandes expectativas de transformação
política. Exemplo disso foi o notável
crescimento da participação nas eleições
de 1990, que contou com o voto dos analfabetos e jovens
entre 16 e 18 anos. Essas e outras medidas, surgidas
com a Constituição de 1988, efetivaram
de maneira sem precedentes o sufrágio universal
no Brasil.
Em
1989, primeira eleição de que os adolescentes
participaram, eram 3,5 milhões de eleitores
menores de 18 anos em todo o País. De lá
para cá, os números oscilaram muito,
mas nunca voltaram a atingir os índices de
participação de 1989.
Pesquisas apontam que, no período de 1989 a
1993, houve um interesse crescente da juventude pelas
questões democráticas e, a partir de
1993, uma relativa estabilidade desse interesse. Percebe-se
que, atualmente, a participação dos
jovens no processo eleitoral não cresce como
se esperava na década passada.
Em
janeiro de 2008, segundo dados do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), estavam cadastrados em Minas Gerais
203.958 eleitores com 16 ou 17 anos,
menos que a metade do número apresentado em
1989. Em 2007, a Contagem Populacional do IBGE registrou
474.140 pessoas com 16 ou 17 anos em Minas. Portanto,
os eleitores dessa faixa etária correspondem
a bem menos da metade da população total
no Estado.
O projeto Expresso Cidadania tem como finalidade estimular
a participação política consciente
da juventude, por meio do cadastramento eleitoral
e do exercício efetivo do voto. Para concretizar
esse objetivo, o Poder Legislativo mineiro buscou
parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas
Gerais e o apoio da Secretaria de Estado de Educação
e da Secretária de Estado de Esporte e Juventude.
Visando a crescente participação da
população no processo democrático,
a ALMG acredita na importância de uma ação
integrada dos poderes públicos que proporcione
aos jovens a oportunidade de refletir sobre a cidadania
e se preparar para exercê-la.
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