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Fãs da saga cinematográfica Star Wars vestidos como personagens dos filmes se uniram na Hemominas, em Belo Horizonte, para doar sangue
Fãs da saga cinematográfica Star Wars vestidos como personagens dos filmes se uniram na Hemominas, em Belo Horizonte, para doar sangue - Foto: Divulgação
Desde 2013, Marcos Vinícius doa sangue cinco vezes ao ano
Desde 2013, Marcos Vinícius doa sangue cinco vezes ao ano - Foto: Guilherme Bergamini
Flávia Freitas criou campanha para incentivar a doação de medula óssea
Flávia Freitas criou campanha para incentivar a doação de medula óssea - Foto: Jair Amaral/EM
14/06/2017 09h00 - Atualizado em 22/06/2017 17h34
Junho Vermelho

Heróis anônimos doam sangue e também salvam vidas

Campanha Junho Vermelho, que tem a adesão da Assembleia, tenta sensibilizar as pessoas a fazerem das doações um hábito.

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Não é preciso usar capa e voar pela cidade para ser um herói. Os heróis do mundo real também salvam vidas e passam despercebidos entre nós. Em alguns locais é mais fácil encontrá-los: em um hemocentro, por exemplo, na fila para doação de sangue e de cadastro para doador de medula óssea.

O assistente fiscal Marcos Vinícius Braz Tavares, de 33 anos, é um deles. Morador de Contagem (RMBH), no último dia 9, ele acordou cedo para ir à unidade da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas) de Belo Horizonte e, literalmente, “dar o sangue” pelo próximo, gesto que ele repete cinco vezes ao ano, desde 2013.

Fidelizar doadores, em uma época em que os estoques estão baixos, é o objetivo da campanha Junho Vermelho, resultado de uma parceria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) com a Hemominas, em razão do Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado no dia 14 de junho.

Em função da campanha, o Palácio da Inconfidência, sede da ALMG, recebeu uma iluminação especial na cor vermelha, em alusão ao sangue. A ideia é sensibilizar as milhares de pessoas que diariamente circulam pela região da Assembleia de Minas.

O ideal é que mais pessoas se inspirem no exemplo de Marcos e adotem o hábito de doar sangue. O caso dele se torna ainda mais emblemático por ter usado um dia de folga no trabalho para fazer esse gesto de solidariedade. "Aprendi que isso é um gesto simples, mas importante para muitas pessoas. Fazer o bem não dói e não tem nenhum risco", lembra.

Vício do bem - Na cadeira ao lado, também doando sangue, a auxiliar administrativo Letícia Rodrigues de Oliveira, 23 anos, conta que já havia doado há mais tempo, para ajudar um tio que ia fazer cirurgia, mas, desde o ano passado, começou a ir mais ao hemocentro. "Um dia, posso estar do outro lado", justifica.

No ano passado, ela fez quatro doações no total, seguidas por mais uma no início deste ano. Passados três meses, intervalo mínimo de doação para mulheres (nos homens são dois meses), ela não titubeou e doou mais.

Disque 155 - Os requisitos, procedimentos e agendamento para doação de sangue e se cadastrar como doador de medula óssea, que podem ser feitos na mesma visita, são simples e estão disponíveis no site da Hemominas ou pelo telefone 155.

Vindos de uma galáxia bem distante para fazer o bem

E por falar de heróis, ou melhor, de vilões que fazem o bem, toda ajuda é bem-vinda, até mesmo se ela vier de uma galáxia bem, bem distante. No último dia 10, dezenas de fãs da saga cinematográfica Star Wars, alguns vestidos como personagens dos filmes, se uniram na unidade de Belo Horizonte da Hemominas para doar sangue e fazer uma sessão pública de fotos, liderados pelo fã-clube Minas Squad/Novo império 501st Legion.

A expectativa é de que esse gesto se repetisse ao redor do globo, já que se trata de uma campanha mundial dos fãs por mais doadores, aproveitando a paixão por personagens icônicos como Darth Vader, Luke Skywalker, Han Solo e Princesa Leia. Mas os integrantes do fã-clube cultuam outra figura clássica de Star Wars: os stormtroopers, soldados de armadura branca do Império Galáctico.

Invasões - “Nós somos os caras maus, fazendo o bem”, brinca Helton Luiz Ferreira, 40 anos, oficial de caridade do Minas Squad. “Muita gente passa na porta da Hemominas e nem sabe que ali é um local para doação de sangue. A gente mobiliza os fãs e leva um pouco de alegria para quem está ali”, completa. 

"Todo fã de Star Wars é mais fanático que torcedor de futebol. Então, canalizamos essa paixão para um ato de solidariedade", destaca Helton. O grupo já fez várias "invasões" ao hemocentro situado na Alameda Ezequiel Dias, 321, Santa Efigênia, em Belo Horizonte.

Cadastro para doar medula óssea

Tão importante quando doar sangue é se cadastrar como doador de medula óssea. Basta a coleta de apenas 5 mililitros para análise dos dados sanguíneos, que ficam disponíveis no site do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), administrado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Essa ação rápida e simples pode mudar o destino de uma pessoa. A jornalista Flávia Freitas, idealizadora da campanha Quinta do Bem, sabe bem disso. Em 1999, ela perdeu um irmão por causa da leucemia. Em 2012, uma prima também faleceu pelo mesmo motivo.

"Durante o tratamento da Ana Paula (prima) houve a necessidade de encontrar um doador fora da família, pois nenhum parente era compatível. Por isso, criei a campanha para mobilizar e incentivar a doação de medula óssea", explica Flávia Freitas.

A ideia é que, às quintas, mulheres usem lenço na cabeça e homens fita vermelha no braço. Para divulgar a ação, as pessoas postam fotos de apoio nas redes sociais e podem enviar para a página da campanha no Facebook, atualmente com mais de 5,5 mil seguidores. "A campanha é também uma forma de homenagear a memória do meu irmão Anderson, da Ana Paula e de todos que partiram por causa da leucemia", diz.

Crescimento - A Quinta do Bem já lançou uma revista em quadrinhos e realizou três campanhas físicas em Betim (RMBH), em parceria com a Hemominas, a prefeitura local e o apoio de voluntários.

Graças à edição de 2011, foi encontrada uma doadora compatível, que se cadastrou e realizou o transplante para um paciente de Natal (RN), em setembro de 2015. Um feito e tanto, já que a chance de haver compatibilidade é de uma em 100 mil candidatos cadastrados. Entre irmãos, filhos de mesmo pai e mesma mãe, essa possibilidade sobe para cerca de 25%.

Esta é a última reportagem de uma série especial sobre a campanha Junho Vermelho.


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