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A deputada Rosângela Reis (à direita) representará Minas Gerais na vice-presidência da Cipe Rio Doce
A deputada Rosângela Reis (à direita) representará Minas Gerais na vice-presidência da Cipe Rio Doce - Foto: Tonico/ALES
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Deputada mineira é eleita vice-presidente da Cipe Rio Doce
17/05/2017 18h24
Tragédia em Mariana

Tragédia de Mariana é lembrada em eleição na Cipe Rio Doce

Comissão, que reúne deputados de Minas e Espírito Santo, elege um capixaba para presidente e uma mineira para vice.

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Os impactos ainda hoje sentidos do rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em Mariana (Região Central do Estado) foram lembrados durante a eleição do presidente e da vice-presidente da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce), nesta terça-feira (17/5/17), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em Vitória.

A Cipe, que foi presidida pela deputada mineira Celise Laviola (PMDB) nos últimos dois anos, terá à frente, no próximo biênio, o deputado capixaba Dary Pagung (PRP). A deputada Rosângela Reis (Pros) representará Minas Gerais na vice-presidência.

A Cipe Rio Doce é formada por parlamentares de cada um dos dois Estados e tem a finalidade de promover atividades de estudos e mobilização social para ações de recuperação ambiental. A cada dois anos a presidência é alternada entre Minas e Espírito Santo.

A deputada Celise Laviola presidiu a eleição e lembrou a importância da Cipe para o Rio Doce. “Sabemos que os trabalhos da comissão podem ser o caminho para a recuperação das condições de vida do nosso rio”, afirmou.

Ela também exaltou o trabalho da Comissão Extraordinária das Barragens da ALMG, que teve por objetivo acompanhar as consequências sociais, ambientais e econômicas da atividade minerária no Estado, em razão do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015.

A parlamentar citou os projetos de lei (PLs) 3.676 e 3.677/16, que foram fruto desse trabalho. O primeiro traz regras sobre o licenciamento ambiental e a fiscalização das barragens de rejeitos; e o outro garante destinação de recursos de tributos da atividade para órgãos ambientais do Estado.

A deputada Rosângela Reis lamentou que ainda não foram alocados recursos para garantir a subsistência de moradores ribeirinhos, que foram atingidos pela tragédia de Mariana. Ela lembrou que muitas comunidades prejudicadas pelo vazamento de rejeitos de minério ainda enfrentam problemas de escassez de água. “Ainda não temos nada dirigido à recuperação dos danos. O Rio Doce está na UTI”, alertou.


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