Expresso usa o lúdico para estimular cidadania

Violões, perucas, câmeras, cartazes e muitos risos marcaram as oficinas do Expresso Cidadania, na manhã desta sexta-feira (25/11/11). Cerca de 230 estudantes de escolas de Belo Horizonte e Santa Luzia (Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH) participaram das atividades, que fazem parte do lançamento do projeto para 2012. As oficinas se relacionam com os assuntos debatidos nas palestras de abertura, como o voto e a as drogas. Desde quarta (23), os jovens podem tirar o título de eleitor e participar de oficinas de som, imagem, texto e expressão corporal.
Os estudantes Helen, Liliane, Rithielle, Bruna e Pedro, da Escola Estadual Juca Pinto, parodiaram música do cantor Michel Teló. Eles explicaram que, para elaborar a letra sobre a importância do voto, se basearam na cartilha do Expresso Cidadania e no esquete “Arena da cidadania”, da Companhia Malarrumada de Teatro, de Belo Horizonte, que se apresentou antes das oficinas. A paródia “Ai, se eu não voto” destaca: “Sexta na Assembleia/ o teatro começou a rolar/ e falou do direito do voto/ Depois comecei a pensar/ Nossa, nossa, o voto é importante/ Ai, se eu não voto/ Ai, ai, se eu não voto”.
Já a estudante Jéssica Medina Alves, da Escola Estadual Francisco Brant, gravou um depoimento na oficina de vídeo, para contar o que achou do Expresso Cidadania. “Gostei muito porque aprendemos sobre política e que ela é importante para escolher o melhor para nosso futuro”, comentou.
Atividades destacam importância do voto e da cidadania
Uma das atividades do Expresso Cidadania é uma exposição multimídia que tem como tema “Drogas - políticas de enfrentamento ao crack”. O objetivo é treinar o uso da urna
eletrônica para aqueles jovens que tiraram o título de eleitor, por meio de uma reflexão sobre a importância do voto. Nesse sentido, antes de votar na urna, os estudantes passam por dois grandes painéis. Um que traz o contexto do crack, abordando os efeitos no organismo e o avanço no País. Outro painel mostra a legislação vigente, envolvendo usuário, traficante e financiador do tráfico.
Em seguida os estudantes assistem a vídeos com testemunhos de usuários de crack que conseguiram se livrar do vício e de especialistas do assunto. O penúltimo passo é um debate sobre o tema, quando os estudantes conhecem dois planos de governo, um focado em prevenção e educação e outro em represssão, para depois votar em uma das plataformas.
O servidor da ALMG Leo Noronha alertou os jovens presentes nesta manhã que fazer política é muito mais do que se alistar e votar bem, é fazer do cotidiano algo a serviço da dignidade humana. “Fazer política é encarar o cotidiano sob outro olhar”. Destacou ainda que o político faz o que o povo quer e manda. “Aprendam a querer e a mandar”, concluiu.
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