Paciência...Estou chegando...

 

Viajando

Uaaaauuuu! Que vista liiiiiiiiinda!!!

No final do século XIX, a escravidão retirava da maioria da sociedade brasileira os mais elementares direitos. As mulheres, mais da metade da população, só puderam votar em 1933. E foi em nossa geração, pela Constituição de 1988, que se permitiu o voto aos analfabetos e aos jovens de 16 anos.


Há cerca de apenas quarenta anos, setenta por cento do povo brasileiro vivia no campo, onde as mudanças sociais tardam mais a chegar.

O abandono do meio rural por grande parte da população inchou as metrópoles de gente, aumentou os problemas e diminuiu o tempo das pessoas. De tão ocupado em lutar pela sobrevivência, o homem parece ter se esquecido de que problemas complexos devem ser discutidos por muita gente, para ficar menos difícil resolvê-los. Afinal, o dinheiro público é limitado, e a escolha de onde gastá-lo é política.


Olhar para o passado nos ajuda a entender por que as coisas chegaram ao ponto que chegaram. Não esquecer é condição para não cometer os mesmos erros. E é dessa forma que a história ensina a mudar o presente.


Um texto famoso do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht faz a gente pensar na importância da participação política...

 

Acho importante todos participarem...

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
(Bertolt Brecht)

hahahahah!

 

Ricas possibilidades se abrem a cada um de nós à medida que compreendemos a dimensão coletiva da vida. Foi isso que inspirou os versos de João Cabral de Melo Neto:

"Um galo sozinho não tece uma manhã:Cocorocóóóóóó´!

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele deu

e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo

antes deu e o lance a outro; e de outros galos

que muitos com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos."