
Começo de papo
O mundo anda
violento. As cidades cresceram, e com elas a miséria, a fome, a pobreza, a
violência, o medo.
Luta diária pela sobrevivência,
pressões de todo tipo. Sonhos frustrados, desesperança, stress.
Brigas de trânsito, gangues
urbanas, baile funk que vira pancadaria, "rachas",
assaltos, guerras...
Será que não podemos mudar essas
imagens? Clique em cada uma delas.
Para combater as ameaças que a vida
coletiva traz, o homem responde com formas de controle e regulação.
É na lei, principalmente na lei
suprema do País, a Constituição, que encontramos as regras para o funcionamento dos
órgãos e atuação das pessoas encarregadas de garantir a segurança do cidadão.
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Mauro
César brincava com seus amigos na praça próxima à favela onde morava. Sua roupa era
velha e estava meio rasgada. Apesar disso, Mauro, como toda criança, se divertia. |
Um
grupo de rapazes de classe média, reunido no barzinho em frente, começou a
ridicularizá-lo, falando mal de suas roupas. Mauro respondeu com um palavrão e foi
barbaramente agredido por causa disso. Dois marmanjos o seguraram, enquanto um outro o
socava sem dó. |
Todo mundo já viu algo assim,
ou pelo menos ouviu contar. Vira e mexe surge uma gangue urbana e estarrece o
Brasil.
Esse tipo de violência ameaça os
direitos humanos, ou seja, os direitos mundialmente reconhecidos a todos os indivíduos de
nossa espécie, pelo simples fato de a ela pertencerem. É coisa de quem não reconhece no
outro um semelhante.
A compreensão dos direitos humanos
exige a consciência de que somos iguais em direitos e obrigações, como determina a
Constituição. Nem o Estado, nem o particular pode desrespeitar essa regra básica que
põe todos os indivíduos em um mesmo plano jurídico, onde ninguém pode mais do que
ninguém, pelo simples fato de ter dinheiro, prestígio, fama, poder ou força física.
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